CNN Sinais Vitais destaca os cuidados para a prevenção de afogamentos

Especialistas alertam que os afogamentos podem acontecer em uma grande variedade de locais, de piscinas a baldes com água

Lucas Rocha e Michelle Trombelli, da CNN, em São Paulo

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Nesta semana, o programa CNN Sinais Vitais, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, destaca os cuidados para a prevenção de afogamentos, que provocam a morte de cerca de 15 pessoas todos os dias no Brasil.

O CNN Sinais Vitais vai ao ar nesta quarta-feira (28), às 22h30, logo após o Jornal da CNN, na faixa nobre da CNN Brasil.

No Rio de Janeiro, o programa mostra o trabalho de um dos maiores especialistas do país e do mundo na prevenção de afogamentos. O médico David Szpilman, fundador da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), trabalhou durante décadas junto ao Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e como intensivista do Hospital Municipal Miguel Couto, também na capital fluminense, uma das referências no atendimento de afogados.

Segundo Szpilman, os afogamentos ocorrem em uma diversidade de locais, que vão desde piscinas ao ambiente doméstico. “Tem balde, bacia, cisterna, caixa d’água, banheira, privada, máquina de lavar. O ambiente do lar, que deveria ser o ambiente mais seguro, é na realidade um risco para essas crianças mais novinhas”, disse.

“A gente sabe que, das pessoas que nadam muito bem e sabem os quatro estilos, que têm noção de resgate, pelo menos 50% já se afogaram alguma vez”, complementou (veja entrevista no vídeo acima).

O médico Roberto Kalil e o cardiologista e especialista em ressuscitação Sérgio Timerman acompanharam um treinamento de salvamento aquático e prevenção feito por David Szpilman com os funcionários do AquaRio, o maior aquário da América do Sul.

Os dois também visitaram o Grupamento Marítimo dos Bombeiros, em Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro, para conhecer o trabalho de resgate realizado nas praias fluminenses e no Centro de Recuperação de Afogados.

“O pior dia para um guarda-vidas é quando a gente sai de uma ressaca e abre o sol. As pessoas tendem a abusar mais”, contou o Coronel Fernando Melo, comandante das Atividades de Salvamentos Marítimos do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Especialistas explicam técnicas de prevenção contra afogamentos

No episódio, especialistas apresentam técnicas para prevenir afogamentos e orientações sobre como agir diante de uma pessoa que está se afogando. As ações podem ser determinantes para evitar mortes e sequelas, como as que acometeram o Fernando, de 7 anos.

O filho de Jade Barbosa tinha 2 anos quando caiu na piscina de uma casa alugada pela família no litoral de São Paulo. A mãe estima que ele tenha ficado quase 20 minutos em parada cardiorrespiratória até chegar ao hospital, porque ninguém sabia bem como lidar com a situação.

“A hipóxia cerebral ocorre quando você priva o cérebro de oxigenação. A partir do terceiro minuto já existe maior chance de dano cerebral. As principais sequelas do afogamento estão ligadas a alterações neurológicas importantes, como distúrbios da fala, motores, e a vítima pode entrar em estado vegetativo”, explicou o médico Sérgio Timerman.

Diante da ocorrência, Jade criou um grupo de apoio para os pais que vivem situações semelhantes de afogamento. “Esse grupo foi onde eu encontrei o meu perdão próprio. Apenas 3% das crianças que se afogam têm alguma chance de sobreviver, como foi o caso do meu filho. Então é importante que a gente encontre essas pessoas, fale com elas, para que não se sintam sozinhas”, relatou.  

O programa também discute a importância do treinamento e preparo de surfistas como agentes multiplicadores de conhecimento sobre as técnicas que podem salvar vidas na água. No Aquário do Rio de Janeiro, Roberto Kalil é convidado a mergulhar em um tanque de 3,5 milhões de litros de água com 18 tubarões. 

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