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    CNN Sinais Vitais

    CNN Sinais Vitais desvenda o universo de possibilidades das células-tronco

    Cresce o uso de células retiradas dos próprios pacientes para tratar doenças como esclerose múltipla, lesões articulares e incontinência urinária

    Lucas Rochada CNN Brasil Soft

    em São Paulo

    As células-tronco, responsáveis pela origem de todas as outras células e tecidos do corpo humano, têm grande importância para o tratamento de doenças. Ao receber estímulo de substâncias específicas, podem originar células especializadas de determinados órgãos e tecidos. Elas podem ser classificadas como embrionárias ou adultas e têm sido amplamente estudadas pela ciência.

    Cresce o uso de células retiradas dos próprios pacientes para tratar doenças como esclerose múltipla, lesões articulares e incontinência urinária, por exemplo. Nesta semana, o CNN Sinais Vitais mostra como pesquisas e técnicas avançam em hospitais brasileiros.

    “A criatividade dos pesquisadores é grande. Se você pensar nas células multipotentes adultas, que não viram músculo mas fazem reparação, podemos tirar da medula óssea, mas também tiramos da gordura da barriga”, explica o médico José Eduardo Krieger, professor da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Incor (veja a entrevista acima).

    O programa apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil vai ao ar neste domingo (20), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

    Um dos principais tratamentos a partir de células-tronco é o de transplante de medula óssea, conhecido também como transplante de células hematopoiéticas. No procedimento, são retiradas as células-tronco dos indivíduos, que podem ser encontradas na medula óssea.

    “Hoje, conseguimos não só usar da medula óssea, temos formas de mobilizar a célula e sair da medula óssea e ir para o sangue. Você coleta sem a necessidade de puncionar a medula para retirá-las. Você pode usar o sangue umbilical porque ele é muito rico em células-tronco e usar essas células, por exemplo, para fazer alguns tecidos, como as células mesenquimais. Você pode usá-las para fazer as células de cartilagem, os condrócitos, e usar isso em pessoas quem têm artrose”, explica Nelson Hamerschlak, coordenador de hematologia e transplante de medula do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

    O programa mostra que na ginecologia é possível usar células-tronco no tratamento de mulheres com incontinência urinária. A doença tem como característica uma lesão do esfíncter uretral e a terapia tem como função restabelecer os tecidos lesados.

    “Quando se utiliza uma terapia celular biopsiando um músculo dessa mulher ou extraindo células-tronco da medula óssea e injetando na uretra, isso faz com que a gente reestabeleça tanto o esfíncter como o suporte uretral”, diz Rodrigo de Aquino Castro, ginecologista e chefe do setor de uroginecologia e cirurgia vaginal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Avanços

    As células-tronco podem ser usadas para uma infinidade de terapias e tratamentos. Os sistemas que compõem o organismo humano contam com cerca de 200 tipos diferentes de células e todas elas dão origem aos diversos tipos de tecidos humanos.

    O episódio mostra como é possível testar substâncias para a multiplicação de células presentes no coração, por exemplo.

    “Quem sabe isso vire um tratamento para o infarto, em que não tenha que injetar célula nenhuma naquele coração, mas essa substância que descobri trabalhando com células-tronco possa colocar essa substância no coração da pessoa infartada”, afirma Lygia Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias da USP. “Você tem uma quantidade de aplicação dessas células para a pesquisa, para a pesquisa básica para entendermos como é o que o ser humano funciona”, completa.

    O episódio mostra também como famílias puderam vencer desafios por meio das células-tronco.

    “Ela nasceu com uma doença hereditária e eu descobri que a única forma de cura era o transplante de medula. Para acontecer, o doador tem que ser aparentado, no caso irmão. Soube de um tratamento de fertilização com seleção de embrião, onde a gente conseguiria ter uma irmãzinha sem a doença, já que é hereditária. Fizemos a fertilização e a Catarina nasceu. As células-tronco salvaram minha outra filha”, relata Janaína Cruz, mãe beneficiada pelo tratamento com células-tronco à CNN.