Conheça os principais riscos relacionados à infecção por Salmonella

Bactéria se tornou alvo de um alerta internacional após um surto de Salmonella typhimurium em chocolates da marca Kinder na Europa

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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A infecção por Salmonella acontece pela ingestão de alimentos crus ou mal cozidos contaminados com fezes de animais com a presença da bactéria. A Salmonella causa intoxicação alimentar e, em casos raros, pode provocar infecções graves e levar à morte.

De acordo com o Ministério da Saúde, duas espécies principais estão associadas à doença em humanos: S. enterica e S. bongori. Em geral, a bactéria é encontrada em animais como galinhas, porcos, répteis, anfíbios, vacas e até mesmo domésticos, como cachorros e gatos.

Assim, qualquer alimento que venha desses animais ou que tenha entrado em contato com as fezes podem ser considerados vias de transmissão da Salmonella.

Neste mês, a bactéria se tornou alvo de um alerta internacional realizado pela Rede Internacional de Autoridades de Segurança Alimentar (International Food Safety Authorities Network – Infosan) após um surto de Salmonella typhimurium em chocolates da marca Kinder na Europa.

Na edição desta sexta-feira (22) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou os principais sintomas da infecção por Salmonella para o organismo humano.

“Os sintomas são clássicos e muito claros: a pessoa pode ter diarreia e vômitos, ou seja, um desconforto e uma noção de que alguma coisa não está funcionando bem dentro do aparelho digestivo com uma tendência a querer eliminar esse problema”, explica.

Os sinais da infecção pela Salmonella também incluem dor ou distensão abdominal, febre, cansaço, prostração e perda de apetite.

De acordo com o especialista, em geral, os casos são resolvidos sem a necessidade de internação hospitalar. As infecções mais graves acontecem em idosos, crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como transplantados ou pessoas que vivem com HIV descontrolado.

O diagnóstico pode ser feito a partir de exames que realizam o isolamento da bactéria nas fezes ou vômito ou em amostras dos alimentos suspeitos consumidos. O tratamento é indicado pelo médico de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

Para a prevenção à Salmonella, o Ministério da Saúde orienta a adoção de medidas de controle em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção agrícola até o processamento, fabricação e preparação de alimentos, tanto em estabelecimentos comerciais quanto nas residências.

As ações individuais incluem os cuidados gerais contra doenças transmitidas por alimentos, como a lavagem regular das mãos antes, durante e depois de manipular ou consumir alimentos, lavar especialmente frutas e verduras, cozinhar bem carnes e ovos e evitar consumo em locais com condições precárias de higiene e conservação.

Ações da Anvisa no Brasil sobre o caso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou o recebimento do comunicado no dia 13, destacando que, segundo o alerta, o Brasil não está incluído na lista de países para os quais o produto foi distribuído.

Autoridades europeias monitoram os casos de infecção pela bactéria associados ao consumo de chocolates da empresa Ferrero, fabricados na Bélgica e distribuídos para diferentes países.

Em nota, a Ferrero do Brasil afirmou que os produtos em questão não são comercializados em solo nacional. Leia na íntegra abaixo.

Proibição da comercialização

Os representantes da Ferrero no Brasil enviaram um comunicado oficial à Anvisa, no qual informaram que a contaminação por Salmonella aconteceu na fábrica localizada em Arlon, na Bélgica, e que as operações naquela planta fabril haviam sido suspensas.

No comunicado, a empresa afirma que iniciou o recolhimento dos produtos fabricados na Bélgica em todos os países de destino, e que a contaminação não atinge os produtos comercializados no Brasil.

No dia 14, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, importação e o uso dos produtos da marca Kinder, que são alvo de alerta e recolhimento internacionais. A medida vale para os lotes fabricados na Bélgica pela empresa Ferrero.

Recolhimento de lote

A agência determinou, na quarta-feira (20), o recolhimento do lote L343R03 do produto Kinder Schoko-Bons Branco 200g, pelo risco de contaminação por bactéria.

De acordo com a Anvisa, foi identificada uma importação para o mercado brasileiro, realizada pela empresa Terra Nova Trading, do produto fabricado em Arlon, na Bélgica. A medida diz respeito exclusivamente ao lote L343R03 e não afeta outros produtos da marca, segundo a agência.

O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária foi acionado para que o produto não seja encontrado nas lojas, segundo a Anvisa. No entanto, a agência recomenda atenção ao consumidor na leitura das informações presentes na rotulagem.

O produto que não deve ser consumido é identificado pelo nome Schoko-Bons, com rótulo “Fabricado por” ou “Produzido por” Ferrero Argdennes SA – Arlon, Bélgica, com número do lote composto por letras e números: L343R03.

Nota Ferrero do Brasil

A marca Kinder esclarece que proibição da Anvisa não afeta produtos vendidos no Brasil

Companhia reforça que os produtos que estão em recall em outros países não são importados e distribuídos pela mesma no Brasil

São Paulo, 15 de abril de 2022 – A marca Kinder reitera que a Resolução-RE nº 1.233, divulgada pela Anvisa na noite de quinta-feira (14) refere-se exclusivamente aos produtos Kinder fabricados em Arlon, na Bélgica e que não são distribuídos pela Ferrero do Brasil.

A marca Kinder informa que seus chocolates e ovos de Páscoa vendidos pela Ferrero do Brasil no País são seguros para consumo.

Permanecemos à disposição pelos canais de atendimento: telefone 0800-701-6595 e sacbrasil@ferrero.com

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