É possível pegar H3N2 e coronavírus ao mesmo tempo, diz Margareth Dalcomo

Pneumologista recomenda a vacinação contra a Influenza, mesmo que o imunizante disponível no Brasil atualmente não cubra a cepa Darwin

Douglas PortoLayane Serranoda CNN

em São Pualo

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A pneumologista Margareth Dalcomo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou, neste domingo (26), em entrevista à CNN, que é possível pegar o vírus H3N2 da Influenza e o coronavírus, que causa a Covid-19, ao mesmo tempo, ainda que a probabilidade seja pequena.

“É possível que alguém se contamine com os dois patógenos. É pouco provável, mas possível é, não há dúvida. Ambas as doenças são de fácil contagiosidade. A cepa Ômicron tem uma capacidade de espalhamento muito superior às cepas anteriores”, declarou Dalcomo.

“O correto, o desejável, diante da suspeita, é que alguém seja testado para a Covid-19 e para o vírus da Influenza A”, continuou.

Cuidados básicos ajudam a prevenir a Covid-19 e a gripe

A vacina disponível neste ano para a Influenza não foi projetada para conter justamente a cepa que está em circulação, chamada de Darwin. Ela está entre as mutações eleitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado.

A cepa Darwin, identificada em amostras coletadas pelas chamadas unidades sentinelas da vigilância da gripe, pertence ao grupo dos vírus H3N2, mas, neste ano, a mutação escolhida para a vacina foi outra, a cepa nomeada de Hong Kong.

Segundo Dalcomo, “não é verdade dizer que a vacina que nós estamos recebendo no Brasil, seja trivalente ou a quadrivalente, que não cobre exatamente essa subespécie Darwin, que está causando essa epidemia atual, ela não sirva. Absolutamente, a vacina causa uma certa proteção cruzada, e protege sim. É melhor estar vacinado, do que não estar.”

 

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