Influenza funciona como um “Cavalo de Troia” para a pneumonia, diz médico

Em entrevista à CNN, Mauro Gomes, pneumologista do Hospital Samaritano, alertou que é necessário prescrição médica para comprar medicamentos contra a gripe

Duda CambraiaTiago Tortellada CNN

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A principal complicação da gripe é a pneumonia, principalmente para pessoas com comorbidades, segundo explicou, em entrevista à CNN, o professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe de equipe de Pneumologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Mauro Gomes.

De acordo com o doutor, as chances de morrer com gripe são menores do que quando comparado à Covid-19. Porém, o “Influenza funciona como um ‘Cavalo de Troia’, que leva o inimigo para dentro dos pulmões”.

“O vírus abre a defesa do aparelho respiratório para que a bactéria da pneumonia se instale”, colocou Gomes.

Ainda segundo o pneumogista, o aumento no número de casos tanto de Covid quanto de gripe se deve ao relaxamento das medidas protetivas por parte da população. Conforme explicou o chefe da equipe de pneumologia, apenas nessa segunda (20), 650 pessoas procuraram atendimento médico no pronto-socorro do Hospital Samaritano devido à gripe, o que “repercutiu em várias internações”.

“O potencial de transmissão do vírus da Covid pela via aérea é maior, principalmente da variante Ômicron. Mas, com aglomeração, sem máscara, em ambientes fechados, o risco de pegar Influenza é muito grande também”, disse Gomes.

As duas doenças são parecidas nos primeiros dias, mas a gripe desenvolve sintomas mais relacionados ao nariz, garganta, dor de cabeça e febre alta, de acordo com o médico. Ele alerta que se sentir tosse, falta de ar ou febre persistente, é importante procurar atendimento especializado.

Por fim, Mauro Gomes coloca que é importante fazer a consulta, pois só com receita que se deve tomar o Oseltamivir, popularmente conhecido como Tamiflu.

“Ele deve ser tomado nos primeiros dias, e com prescrição médica. Se for tomado a partir de 48 horas após o início dos sintomas, tende a não fazer mais efeito”, concluiu o pneumologista.

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