Estado de São Paulo registra segundo caso de sarampo em 2022

Casos foram registrados na capital paulista e na cidade de Cubatão, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde

Vacina é a única maneira de se evitar o sarampo, segundo o Ministério da Saúde
Vacina é a única maneira de se evitar o sarampo, segundo o Ministério da Saúde Tânia Rêgo/Agência Brasil

Lucas RochaCarolina Figueiredoda CNN

em São Paulo

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O estado de São Paulo registrou dois casos de sarampo em 2022, um na capital paulista e outro na cidade de Cubatão. A Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância da vacinação contra a doença.

A campanha de imunização teve início em 4 de abril, para grupos prioritários, começando pelos profissionais da saúde. A partir do dia 3 de maio, serão vacinadas crianças de 6 meses a menores de 5 anos. De acordo com a secretaria, a meta é atingir 95% das crianças, um público-alvo de 12,9 milhões de pessoas.

Em 2021, foram reportados nove casos de sarampo no estado e, em 2020, foram confirmados 883 casos da doença.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível de forma contínua nas unidades de saúde.

A cobertura vacinal da tríplice viral foi de 85,2% para primeira dose e 67,1% para segunda dose em 2020. Em 2021, os índices foram de 73,8%, com uma dose, e 60,1% com duas aplicações. Em 2019, a cobertura foi de 91,8% para primeira e 82,5% para segunda dose.

Sobre o sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa, transmissível e extremamente contagiosa, que pode
levar a complicações e óbitos. Os principais sintomas são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. As principais complicações em crianças são pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro (encefalite aguda).

De acordo com o Ministério da Saúde, o país não confirmou casos de sarampo nos anos de 2016 e 2017. No entanto, em 2018, o intenso movimento migratório, turístico e comercial, aliado às baixas
coberturas vacinais, contribuiu para a reintrodução e disseminação do vírus causador da doença por mais de 12 meses.

Esse perfil epidemiológico configura a chamada transmissão sustentada do vírus, que fez com que o país perdesse em 2019 a certificação de eliminação do sarampo conquistada em 2016.

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