Estados que mantêm vacinação de adolescentes seguem evidências, diz Luana Araújo

Infectologista disse à CNN que pais devem se tranquilizar com adolescentes que já receberam a primeira dose

Da CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN, a infectologista e epidemiologista Luana Araújo afirmou que a ação de governos estaduais e municipais que não estão seguindo a recomendação do Ministério da Saúde em não vacinar adolescentes sem comorbidades contra a Covid-19 segue os estudos científicos.

“Os estados e municípios que estão mantendo essa vacinação estão seguindo o que as evidências mundiais colocam”, disse Araújo.

“Não existe nenhuma tecnicidade em retirar esta recomendação de vacinação desta população.”

Com a decisão da pasta, passa a ser recomendada a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos somente naqueles que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

A nota técnica da Saúde não informa uma diretriz para a segunda dose dos jovens que já foram vacinados.

“Estamos transformando os adolescentes no alvo da Covid-19”, alertou a infectologista. “Eles vão continuar circulando, estão vulneráveis e podem se tornar um reservatório viral dentro da nossa sociedade.”

Segurança da vacina

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que investiga a morte de uma adolescente de 16 anos após receber a vacina da Pfizer. No entanto, a agência ressaltou que “no momento, não há uma relação causal definida entre esse caso e a administração da vacina”.

Mesmo com o caso, Luana Araújo explicou que os pais dos adolescentes que já receberam uma dose do imunizante devem se tranquilizar. “O perfil de segurança e risco/benefício, quando colocados especialmente no contexto brasileiro, é alto.”

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