Estudo clínico que comprova maior eficácia da Coronavac é enviado para Lancet

Artigo aponta eficácia primária de 50,7%, chegando a 62,3% com intervalos maiores entre as doses

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo

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Foi enviado neste domingo (11) para a revista científica The Lancet o artigo que aponta novos dados referentes à vacina Coronavac, que tem eficácia primária de 50,7% — chegando a 62,3% com intervalos maiores entre as doses – e proteção contra todas as variantes.

A revista Lancet é uma das principais publicações científicas do mundo. O artigo científico está na fase pré-print (ainda sem revisão por pares).

O estudo avaliou 12,4 mil voluntários em 16 centros de pesquisa no Brasil, e foi coordenado pelo Instituto Butantan. O resultado apontou que a eficácia da vacina Coronavac é maior do que os resultados iniciais divulgados entre dezembro e janeiro.

De acordo com o artigo científico, a eficácia primária para sintomáticos de Covid-19 atingiu 50,7%, ante os 50,38% informados inicialmente. Esse índice pode chegar a 62,3% com intervalos superiores entre as doses, apontou o estudo. 

Frasco com Coronavac, vacina contra Covid-19, em São Paulo
Frasco com Coronavac, vacina contra Covid-19, em São Paulo
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo (2.mar.2021)

 

Os resultados também mostram que, para os casos que requerem assistência médica, a eficácia da vacina variou entre 83,7% e 100%, quando o estudo preliminar que subsidiou a autorização do uso emergencial do imunizante no país indicava entre 78% e 100%.

Um total de 12.396 voluntários participaram do estudo, realizado entre 21 de julho e 16 de dezembro de 2020. Todos os participantes receberam ao menos uma dose da vacina ou placebo. Desse total, 9.823 participantes receberam as duas doses.

O estudo mostra que a eficácia global da vacina do Butantan se revelou ainda maior se a segunda dose for aplicada em um intervalo superior a 14 dias da primeira, com 62,3% de efetividade. 

O estudo ainda comprova que a Coronavac, por se tratar de uma vacina feita a partir do vírus inativado, é eficaz na proteção contra todas as variantes conhecidas do vírus Sars-Cov-2.

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