Incidência de novos casos de Covid-19 está maior entre jovens, diz SindHosp

À CNN, presidente do SindHosp analisou que idosos já estão praticamente todos vacinados e ainda mantêm medidas de proteção e isolamento

Produzido por Ludmila Candalda CNN

em São Paulo

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Os novos casos de Covid-19 têm sido registrados com maior frequência entre jovens, alerta o SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo).

Com o avanço da vacinação de Covid-19 no Brasil, todas as faixas etárias que abarcam pessoas acima de 60 anos já foram vacinadas. Na avaliação do médico e presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, esse é um dos motivos que explicam a queda na incidência da doença nessa população. Somado à isso, os jovens estão mais expostos, enquanto os idosos permanecem em casa.

“Mais do que estarem todos vacinados, os idosos, de forma geral, ainda mantêm as medidas de higiene profilática, a utilização de máscaras e fazem todo um processo de afastamento social, muitos ainda estão em casa, enquanto os que são mais jovens, ou precisam sair para trabalhar, para suas atividades sociais ou, de alguma forma, exorbitam, às vezes, achando que a pandemia ainda pode ser minimizada”.

Francisco Balestrin ressalta que o reflexo é sentido dentro hospitais privados de São Paulo que, embora tenham registrado queda de 98% nas internações por Covid-19 nos últimos 10 dias, os leitos estão ocupados por quem tem menos de 50 anos.

 

O presidente do SindHosp faliu ainda sobre o esgotamento dos profissionais de saúde após 19 meses de pandemia, fato que resultou no afastamento de diversas pessoas de seus ambientes de trabalho. “O processo total que o profissional de saúde foi submetido é muito maior, muitas vezes, do cidadão comum que não está envolvido no tratamento”, diz.

Segundo Balestrin, muitos chegaram a desenvolver Síndrome de Burnout e tiveram que passar por um processo de recuperação de sua saúde mental.

“Estas pessoas conseguiram se recolocar do ponto de vista profissional e todas estas instituições de saúde privadas, e também públicas, de alguma forma, se preocuparam e muito com a saúde mental de seus profissionais. As instituições tiveram um amplo trabalho no sentido de recuperação psicológica de seus profissionais”, concluiu.

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