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    Infectologista destaca efetividade das vacinas na prevenção de mortes pela Ômicron

    À CNN, Alexandre Naime afirmou que prioridade do Brasil é aplicar 2ª e 3ª doses, mas diferenças regionais permitem a aplicação da 4ª

    Vacinação contra a Covid-19 em Ouro Preto (MG)
    Vacinação contra a Covid-19 em Ouro Preto (MG) Ane Souz/Prefeitura de Ouro Preto

    Amanda GarciaBel Camposda CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN, o chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e consultor especial para a Covid-19 da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alexandre Naime, defendeu que a prioridade do Brasil deve ser a aplicação da 2ª e da 3ª doses contra a Covid-19.

    “O que importa mais para o Brasil é realmente os cerca de 10 a 15% que nem completaram a segunda dose e os mais de 70% sem a terceira, não há dúvida de que essa é a prioridade”, disse.

    No entanto, ele fez uma ressalva de que é preciso levar em consideração as disparidades entre as diferentes localidades do país. “Há diferenças estaduais e regionais, com lugares como Botucatu, que é a sede da Unesp, com cobertura acima de 80% para a terceira dose”.

    “Começamos a quarta dose em idosos e eventualmente a estratégia pode ser útil para imunossuprimidos, a exemplo de Israel e Chile, que tiveram alto percentual de indivíduos com três doses e começaram com a dose adicional”, completou.

    Neste momento de alta de casos, com recordes de mais de 200 mil infecções diárias, Naime destacou que a “efetividade das vacinas, diante da Ômicron, em reduzir chance de internação e óbito tem papel fantástico, eficácia muito boa, ela reduz entre 95 e 98% o risco”.

    Ele reforça que o pico de casos não foi acompanhado na mesma proporção por internações e mortes.  Segundo Naime, o cenário reflete diretamente o impacto positivo da vacinação na redução de óbitos pela doença.

    “Quanto mais avançar com a terceira dose e talvez a quarta em idosos, vamos para o cenário de convivência, vírus vai circular, mas sem internações e óbitos, vai chegar um ponto que poderemos conviver sem estrago desproporcional, como acontece com o influenza”, analisou.