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    Ministério da Saúde aprova primeiro medicamento para casos leves de Covid-19 no SUS

    Medicamento tem potencial para redução da evolução da doença para quadros graves e será ofertado para pacientes adultos que compõem o grupo de risco

    Pesquisadores de Amsterdã desenvolveram um algoritmo capaz de prever se um antidepressivo vai funcionar no tratamento da depressão
    Pesquisadores de Amsterdã desenvolveram um algoritmo capaz de prever se um antidepressivo vai funcionar no tratamento da depressão Hal Gatewood/Unsplash

    Fabrício Juliãoda CNN

    em São Paulo

    O Ministério da Saúde (MS) anunciou que vai incorporar no SUS um medicamento para o tratamento de pacientes com quadros leves e moderados de Covid-19.

    A publicação ocorreu no Diário Oficial da União de sexta-feira (6). O MS tem 180 dias após publicação da incorporação para disponibilizar a tecnologia na rede pública.

    O medicamento, composto pelos antivirais nirmatrelvir e ritonavir, tem potencial para redução da evolução da doença para quadros graves e será ofertado para pacientes adultos imunocomprometidos ou com idade igual ou superior a 65 anos.

    O tratamento só poderá ser utilizado em caso de teste positivo para Covid-19 e em até cinco dias após início dos sintomas, segundo as informações do MS.

    A pasta ressaltou que o uso é indicado para pacientes não hospitalizados, que apresentam elevado risco de complicações e sem necessidade de uso de oxigênio suplementar.

    Como funciona

    O MS explicou que o nirmatrelvir e o ritonavir são dois medicamentos antivirais utilizados em conjunto para o tratamento da Covid-19. De acordo com o Ministério, a combinação dos compostos leva a um medicamento administrado via oral.

    “O nirmatrelvir é uma molécula inibidora de uma importante enzima do SARS-CoV-2. Com isso, o medicamento impede que o vírus se prolifere, tendo, assim, uma potente atividade contra o vírus da Covid-19 e outros coronavírus”, explicou a pasta.

    “Já o ritonavir, por sua vez, inibe a ação de uma enzima que degrada o nirmatrelvir. Com isso, colabora para que o nirmatrelvir fique por mais tempo disponível na corrente sanguínea, o que potencializa a sua ação”, concluiu.