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    Obesidade infantil é grande desafio para o Ministério da Saúde, diz pesquisadora

    À CNN, a pesquisadora da UFRJ, Dayana Farias, comentou resultados de estudo que revelou que uma a cada dez crianças de até cinco anos no Brasil está acima do peso

    Alimentos ultraprocessados têm impacto para a saúde de crianças
    Alimentos ultraprocessados têm impacto para a saúde de crianças Patrick Fore/Unsplash

    Amanda GarciaBruna Salesda CNN

    em São Paulo

    O levantamento do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) que apontou que uma a cada dez crianças de até 5 anos no Brasil está com excesso de peso é “um passo importante” para o Ministério da Saúde reverter este quadro. A avaliação é da professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dayana Farias, pesquisadora do ENANI.

    Em entrevista à CNN, ela lembrou que os números do levantamento consideram o período de 2019, antes da pandemia e que, possivelmente, este momento de crise agravou o quadro.

    “A gente está curioso para esse cenário pós-pandemia, já que muitos fatores podem ter contribuído, e o estado nutricional pode ter sido impactado, especialmente pelas mudanças econômicas importantes, que trouxeram dificuldade para adquirir os alimentos”, disse.

    Ao mesmo tempo, o isolamento social também causou “a falta de acesso à alimentação escolar e prática de atividade física”.

    Segundo ela, já há um estudo contratado pelo Ministério da Saúde, que está na fase de planejamento, para avaliar os indicadores pós-pandemia.

    Dayana avalia que o ENANI-2019 é importante para o Ministério da Saúde, que encomendou o estudo, “traçar estratégias para controle dos problemas”.

    “Os desafios são grandes, com diferenças regionais, carências nutricionais. A questão do sobrepeso e obesidade já é um problema antigo, inclusive na infância, e este é um problema importante para o Ministério enfrentar”, analisou.

    De acordo com ela, um caminho interessante de combate seria a criação de políticas para “melhoria do acesso à alimentação saudável e de incentivo à prática de atividade física”.

    Outro fator importante, para a pesquisadora, é mostrar de forma clara os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde. “Quem sabe com regulamentação e nova rotulação”.

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