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    Onda de calor: como cuidar dos pets durante as altas temperaturas?

    Especialistas indicam os cuidados essenciais com os animais domésticos em onda de calor

    Cachorro tenta se refrescar do forte calor em Zagreb, na Croácia, em 17 de julho de 2023.
    Cachorro tenta se refrescar do forte calor em Zagreb, na Croácia, em 17 de julho de 2023. Stipe Majic/Anadolu Agency via Getty Images

    Bárbara Carvalhocolaboração para a CNNIsabelle Salemeda CNN

    São Paulo

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    A chegada das altas temperaturas em ondas de calor cada vez mais frequentes pode ter consequências para a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos, cheios de pelos, também sofrem quando os termômetros aumentam. Já notou o seu pet babando mais do que o normal, com a língua para fora, meio ofegante, ou sem apetite durante o dia? Estes são alguns sinais de que o bichinho está sentindo os efeitos do calor.

    O Rio de Janeiro registrou, na segunda-feira (13), às 08h da manhã, sensação térmica de 52,7 graus, em Guaratiba, bairro da zona oeste. A temperatura mais elevada da cidade foi de 36,4 graus.

    Em São Paulo, nada de refresco também. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura registrou a maior temperatura máxima do ano, 37,8 graus. E tem previsão de que esse recorde seja batido novamente.

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) o número de estados em alerta máximo por conta do calor subiu para 15 estados, mais o Distrito Federal.

    Para garantir o bem-estar dos animais e protegê-los durante esse período, é crucial adotar medidas preventivas e proporcionar um ambiente seguro e confortável para os pets.

    De acordo com o mestre em ciências veterinárias Roberto dos Santos Teixeira, o excesso de calor pode causar hipertermia nos animais e até mesmo levar à morte.

    “A temperatura dos cães vai de 37,5 graus a 39,5 graus, no normal. Se você superaquece, vai a 41, 42, 43, 44 graus, esse animal entra em intermação, que se assemelha para a gente com a insolação. E ele pode ter uma coisa coisa chamada CID, coagulação intravascular disseminada. Todas as plaquetas se agregam e esse animal começa a fazer trombo e entupir as artérias importantes. Ele pode sangrar por todos os orifícios: ouvido, nariz, mucosa oral… e vir a óbito rapidamente”, alerta o médico veterinário.

    Para ajudar os animais a sentir menos essa onda de calor, o especialista explica que alguns cuidados são importantes. Com os gatos, é necessário controlar o ambiente para que sejam menos expostos as altas temperaturas. “Não deixar a casa fechada, se possível deixar o ventilador de teto ligado, a água deve ser fresca, trocada várias vezes por dia. Também vale usar fontes ou comedouros de barro, que mantém a água mais gelada”, lembra Teixeira.

    O veterinário Fábio Augusto Marques reforça a importância do cuidado com a hidratação do pet: “Nessa onda de calor que estamos enfrentando, é imprescindível estimularmos a ingestão de agua de cães e gatos. De modo geral, para os cães e gatos é extremamente eficiente aumentarmos a distribuição de bebedouros pela casa, sempre ofertando água de qualidade, fresca e em quantidade, podendo até colocar pedras de gelo dentro do bebedouro para manter a temperatura mais baixa por um período maior”, explica.

    Madruguinha, um beagle de 9 anos que vive em São Paulo, sempre procura um local mais fresco da casa para ficar. Os pisos frios, como a cerâmica da cozinha ou do banheiro, são os preferidos.

    Madruguinha, de 9 anos, sempre procura o local mais fresco da casa / Arquivo pessoal

    Já Sky, que também mora em São Paulo, trocou o calor do sol pela sombra da mesa de jantar. A filhote, de cinco meses, também não descuida da hidratação. O consumo de água aumentou muito nos últimos dias.

    A filhote Sky, de cinco meses, aumentou o consumo de água no calor / Arquivo pessoal

    A fim de evitar riscos, os especialistas listam outros cuidados essenciais para que os animais domésticos permaneçam saudáveis durante os dias mais quentes. Leia abaixo.

    • Hidratação é fundamental

    Assegure-se de que seu pet tenha acesso constante à água fresca. O calor pode aumentar a sua sede, e a desidratação é um risco real. Mantenha potes de água limpos e frescos em diferentes áreas da casa e durante passeios ao ar livre.

    Alguns sinais de desidratação são: falta de elasticidade de pele (tugor cutâneo), gengivas secas, olhos saltados e secos, respiração bem ofegante e apatia e até a perda de apetite.

    • Sorvetes? Sim, por favor

    Marques afirma que sorvetes de frutas são recomendados. “Ajudam na hidratação e no controle térmico e são ótimos como enriquecimento ambiental para os pets”.

    • Horários adequados para atividades físicas

    Evite exercícios intensos nos horários mais quentes do dia. Opte por caminhadas e brincadeiras pela manhã ou no final da tarde, quando as temperaturas estão mais amenas. Calçadas e superfícies quentes podem queimar as patas sensíveis dos animais.

    “No horário mais quente do dia, o animal pode, ainda, superaquecer, porque a demanda de calor não será suficiente para manter a temperatura da pele”, diz Teixeira. É que tanto o cão, quanto o gato não transpiram: toda troca de calor deles é feita pela respiração.

    “Os melhores horários para passeios são pela manhã, até as 09h, ou após as 17h da tarde”, reforça o especialista.

    • Sombras e refúgios

    Certifique-se de que seu pet tenha acesso a sombras em áreas externas. Caso ele fique ao ar livre, forneça um abrigo adequado, como uma casinha ou uma área coberta, para protegê-lo do sol intenso.

    • Proteção solar

    Animais de pele clara ou com pelos curtos podem sofrer queimaduras solares. Consulte o veterinário sobre o uso de protetores solares específicos para pets, principalmente nas orelhas, focinho e barriga.

    • Atenção à respiração

    Cães e gatos regulam sua temperatura principalmente por meio da respiração. Esteja atento a sinais de dificuldade respiratória, salivação excessiva e gengivas muito vermelhas. Caso observe algo incomum, consulte um veterinário imediatamente.

    “A melhor maneira de conferir a temperatura corporal desses animais em casa é observando o seu comportamento. Cães e gatos com temperatura corporal alta devido ao calor, ficam ofegantes, pois a sua regulação de temperatura corporal é realizada pelo sistema respiratório, trocando o ar quente pelo ar frio do ambiente”, enfatiza o profissional.

    • Não deixe animais em carros

    Jamais deixe seu pet dentro de um carro estacionado, mesmo por curtos períodos. As temperaturas internas podem subir rapidamente, colocando a vida do animal em risco.

    • Ventilação

    Permita que os pets tenham acesso a superfícies frias, como pisos de azulejo, para se refrescarem. Mantenha uma boa circulação de ar em ambientes fechados.

    • Banhos constantes

    Banhos regulares ajudam a manter a temperatura corporal do pet estável. Toalhas úmidas aplicadas no corpo, especialmente nas patas e na barriga, proporcionam alívio imediato do calor.

    • Tosagem adequada

    Em animais de pelagem longa, considere uma tosagem mais curta para o verão. Isso ajuda a reduzir o acúmulo de calor.

    • Quais raças apresentam mais riscos?

    Fábio conta que é preciso ter mais cuidado com os cães braquicefalicos (exemplos: Shih-tzu, Lhasa, Pug, Buldogue entre outras). “Devido ao focinho desses animais serem mais curtos, quando comparados a outras raças, há maior dificuldade no controle térmico”, diz.

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