Parceira da Pfizer, BioNTech pode adaptar vacina rapidamente, diz CEO

Ugur Sahin, CEO da BioNTech, disse que as vacinas devem continuar a oferecer proteção contra quadros graves de Covid-19

A parceria Pfizer e BioNTech rendeu o primeiro imunizante ao final de 2020
A parceria Pfizer e BioNTech rendeu o primeiro imunizante ao final de 2020 Divulgação

Ludwig BurgerJosephine MasonKeith WeirJason Neelyda Reuters

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A empresa alemã BioNTech deve ser capaz de adaptar a vacina contra o coronavírus, produzida em parceria com a Pfizer, de forma relativamente rápida em resposta ao surgimento da variante Omicron, disse o CEO da BioNTech, Ugur Sahin, nesta sexta-feira (3).

Sahin também disse que as vacinas devem continuar a fornecer proteção contra doenças graves, apesar das mutações no vírus.

No dia 26 de novembro, a BioNTech se pronunciou dizendo que, em 14 dias esperava saber mais sobre a eficácia da vacina contra a nova variante Ômicron e que uma nova versão da vacina poderia ser entregue em até 100 dias.

Um estudo realizado por pesquisadores britânicos e divulgado na quinta-feira (2) disse que as vacinas aprovadas para uso contra o coronavírus podem ser usadas contra a nova variante.

Segundo os pesquisadores, qualquer uma das vacinas aplicadas no Reino Unido produz forte resposta do sistema imunológico e deve funcionar como reforço, com segurança, para quem recebeu inicialmente doses da Pfizer ou AstraZeneca

Entre as vacinas citadas estão as utilizadas no Brasil AstraZeneca, Pfizer e Johnson & Johnson, além das Novavax, Moderna, Curevac, da Alemanha, e Valneva, da França.

Depois de quatro semanas, quase todos os imunizantes tiveram respostas imunológicas semelhantes, mas o estudo aponta que a AstraZeneca não forneceu um resultado potente se administrada a pessoas anteriormente vacinadas com a mesma vacina.

Por outro lado, qualquer uma das vacinas reforçou bem qualquer esquema vacinal anterior.

Os estudos ainda precisam ser avaliados por outros cientistas.

Variante Ômicron

Até a manhã desta sexta-feira (3), 36 países tinham reportado casos da nova variante desde 24 de novembro, quando a África do Sul indicou a presença dos primeiros casos relatados à OMS.

Até o fim da tarde da quinta-feira (3), o Ministério da Saúde havia confirmado cinco casos da variante no Brasil.

Veja em quais países a variante já foi detectada:

  • Botsuana
  • África do Sul
  • Nigéria
  • Gana
  • Zimbábue
  • Coreia do Sul
  • Hong Kong
  • Japão
  • China
  • Israel
  • Arábia Saudita
  • Emirados Árabes Unidos
  • Índia
  • Singapura
  • Malásia
  • Bélgica
  • Inglaterra
  • Escócia
  • Alemanha
  • Itália
  • Holanda
  • Dinamarca
  • Portugal
  • Espanha
  • Suécia
  • República Tcheca
  • França
  • Noruega
  • Áustria
  • Irlanda
  • Grécia
  • Finlândia
  • Austrália
  • Canadá
  • Estados Unidos
  • Brasil

Com informações de Lucas Rocha, Giulia Alecrim, Emylly Alves, João de Mari, Giovanna Galvani, Amanda Andrade e Kaluan Bernardo, da CNN

 

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