Plano de imunização do governo não é claro, diz ex-Anvisa

Ministro da Saúde Eduardo Pazuello diz que pode começar a vacinação em dezembro no país

da CNN, em São Paulo

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O ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), sanitarista Gonzalo Vecina Neto, afirmou que o Plano Nacional de Imunização (PNI), anunciado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (9) não é claro.

“Não sei como vai fazer coexistir vindo de duas ou três fontes diferentes, da Sinovac [laboratório que testa a Coronavac], Pfizer e da Astrazeneca [vacina da Universiade de Oxford], e fazer com que um país grande como o nosso receba essas três fontes de vacina para vacinar diferentes populações”, disse.

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Vacina contra Covid-19
Vacina contra Covid-19
Foto: Dado Ruvic/Reuters (30.out.2020)

Hoje, Pazuello disse que a vacinação contra Covid-19 no Brasil, com o imunizante desenvolvido pela Pfizer/BioNTech, pode começar entre dezembro e janeiro.

“Se a Pfizer conseguir a autorização emergencial e nos adiantar alguma entrega, isso [o início da vacinação] pode acontecer no final de dezembro ou em janeiro”, afirmou. “Isso em quantidades pequenas, de uso emergencial”. 

“Estamos fechando o memorando de entendimento com a Pfizer. É a vacina que está mais adiantada, mas mesmo ela ainda não tem registro”, afirmou.

O ministro não descartou que isso aconteça também com as candidatas da AstraZeneca/Oxford ou do Instituto Butantan. No entanto, esse prazo valeria apenas no caso de uma autorização emergencial.

Para obtenção do registro, dependeria do desenvolvimento e da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nesse caso, a aplicação poderia acontecer já entre janeiro e fevereiro, disse Pazuello. 

Pazuello garantiu que, se a Coronavac receber o aval da agência reguladora, ela será usada no plano de imunização. “A vacina que estiver registrada na Anvisa e garantida sua eficácia e segurança será comprada e distribuída para todos os brasileiros”, afirmou.

(Publicado por Sinara Peixoto)

 

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