Precisamos observar a ‘competição’ entre variantes Delta e Gama, diz virologista

À CNN Rádio, Fernando Spilki explicou que a cepa originária da Índia terá pela frente a P1, predominante no Brasil

Transeuntes no Saara, no Rio de Janeiro
Transeuntes no Saara, no Rio de Janeiro Foto: André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

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O virologista e professor da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS), Fernando Spilki, disse que a presença da variante delta do coronavírus no Brasil terá pela frente a cepa P1 ou gama, que surgiu no Amazonas e é a predominante no país.

Em entrevista à CNN Rádio nesta quinta-feira (8), ele explicou que estudos conduzidos no Reino Unido indicam que a delta é 60% mais transmissível do que a variante britânica alfa. “No entanto, a situação epidemiológica de lá é diferente daqui, deveremos ver como ela se comporta no caso brasileiro.”

Spilki disse que o momento da Inglaterra era de população vacinada e de isolamento social rígido, com baixa circulação do vírus – o oposto do Brasil. “Aqui estamos saindo de um surto de proporções terríveis da variante P1, que continua circulando, dezenas de milhares de casos por dia, vamos ver como será a ‘competição’ entre delta e gama.”

O virologista destacou que a vacinação contra a Covid-19 se faz ainda mais importante. “Estudos onde circularam as variantes delta e alfa mostram que o grau de primeira proteção, com a primeira dose, cai muito.”

“A proteção só atinge um patamar que permite baixa expressiva na circulação do vírus após a segunda dose”, completou.

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