Procon-SP vai fiscalizar preços de testes de Covid após denúncias

Avanço da variante Ômicron fez com que procura por exames para diagnóstico da doença aumentasse rapidamente em 2022

Tiago Tortellada CNN*

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A alta procura por testes para Covid-19 no início deste ano levou a uma série de denúncias de preços abusivos, segundo o Procon de São Paulo, que iniciou uma fiscalização para estes exames nesta sexta-feira (14).

A “Operação Teste Covid-19″ – Sem Abusos” engloba farmácias, hospitais e laboratórios. Entre as informações solicitadas pelas autoridades estão qual é o tipo de teste realizado e se são feitos o valor é coberto por planos de saúde ou pago integralmente pelo consumidor.

Nos dias 10 e 11 de janeiro, juntos, o número de testes para Covid-19 realizados em farmácias foi superior a 150 mil, com taxa de positividade de 36,63%, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

A associação também afirmou que o número de diagnósticos positivos em farmácias na primeira semana de janeiro já superou todo o mês de dezembro de 2021. Além disso, o número de testes feitos é cinco vezes superior ao mês de novembro.

As empresas também terão de apresentar notas fiscais de novembro do ano passado a janeiro deste ano informando o preço pago nos produtos e quanto o consumidor pagou, além de quantos testes foram aplicados em cada mês e se foram cobertos por planos de saúde.

O Procon de São Paulo também questionou os estabelecimentos e sobre o tempo médio de espera para agendemento dos exames, o valor recebido por exame das operadoras de planos de saúde e se as farmácias, hospitais e laboratórios deixaram de ter cobertura por algum plano.

O prazo de resposta é de sete dias. Com a análise das respostas, o Procon poderá estabelecer se houve aumento abusivo de preço nos testes para Covid ou não.

Na quinta-feira (13), o ministério da Sáude solicitou à Anvisa a aprovação da utilização de autotestes para a Covid no Brasil. De acordo com o ministro Marcelo Queiroga, a utilização deles pode ajudar a suprir a demanda crescente de testes no país.

*com informações de Iuri Corsini e Thayana Araújo, da CNN

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