Quais países já começaram a vacinação contra a Covid-19 e quais são os próximos

A Europa saiu na frente com a Rússia e Reino Unido, seguidos da América do Norte com EUA e Canadá. Argentina e México serão os primeiros da América do Sul

Países estão próximos de iniciar seus processos de vacinação contra a Covid-19
Países estão próximos de iniciar seus processos de vacinação contra a Covid-19 Foto: Dado Ruvic/Reuters (3.nov.2020)

Will Marinho*, da CNN, em São Paulo

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O mês de dezembro está entrando para a história como um marco no processo de combate à pandemia de Covid-19 no planeta. No dia 5, a Rússia, com sua Sputnik V, se tornou o primeiro país a iniciar a imunização de seus cidadãos contra a doença. Pouco depois, no dia 8, o Reino Unido começou o processo de vacinação da população, dessa vez com o imunizante da Pfizer/BioNTech. Nas américas, o EUA aplicou a sua primeira vacina na segunda-feira (14), seguido do Canadá, também na mesma data. 

Já o México anunciou o inicio da vacinação para o quinta-feira (24) com a vacina da Pfizer/Biontech, seguido da Argentina que autorizou o uso do imunizante inglês e adquiriu mais 300.000 doses da Sputnik V, a vacina criada pelos russos.

A Arábia Saudita entrou também no grupo dos países que já iniciaram a vacinação, com o as primeiras aplicações na quarta-feira (16). O ministro da saúde Tawfiq Al Rabiah se vacinou com transmissão ao vivo pela tv estatal do páis. O país também usou a vacina da Pfizer/BioNTech.

Com o início do processo de vacinação nos países, muitas pessoas ao redor do mundo se animaram e ficaram ansiosas para serem logo imunizadas. O processo, porém, varia de acordo com cada local do planeta e, por isso, o andamento da aplicação das substâncias contra a Covid-19 tem data e prazo diferente ao redor de todo o mundo.

Confira no levantamento da CNN quais países já iniciaram o processo de vacinação e quais devem ser os próximos:

Até esta quarta (23), cinco países já começaram a vacinar seus cidadãos: Rússia,Reino Unido,EUA, Canadá e Arábia Saudita. Os dois imunizantes utilizados, Sputinik V e Pfizer/BioNTech, respectivamente, ainda não tiveram os estudos totalmente finalizados, mas foram aprovados pelos governos locais e oferecidos à população.

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Os próximos na corrida contra o vírus

Na América do Norte, o México  aprovou o uso emergencial da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech, e começará a vacinação na quinta-feira (24),após obter autorização da agência reguladora Cofepris. O governo local espera começar a vacinar primeiro os profissionais de saúde, seguido dos idosos e pessoas com doenças crônicas. 

Na Europa, Portugal, que tem 10 milhões de habitantes, tem contratos para comprar 22 milhões de doses de vacinas. A ministra da Saúde local, Marta Temido, disse no mês passado que espera que o país esteja pronto para começar a distribuir vacinas já em janeiro.

Quem anunciou que deve vacinar sua população ainda em 2020 foi a Turquia. O país pretende usar a chinesa Coronavac, imunizante da farmacêutica Sinovac, até o fim deste mês, depois que a análise de um licenciamento doméstico for concluída, disse o ministro da Saúde do país, Fahrettin Koca, na terça-feira (8).

A vacina, que passa por testes de estágio avançado na Turquia e em outros países, entre eles o Brasil, precisaria de mais duas semanas de testes e análises. Em novembro, a Turquia assinou um contrato para comprar 50 milhões de doses da Coronavac, a serem entregues em lotes entre dezembro e fevereiro.

Bahrein também já aprovou a vacina da Pfizer, mas ainda não anunciou as datas para o início da aplicação do imunizante.

China

Epicentro da pandemia no mundo, a China, atualmente, tem cinco candidatos a vacina de quatro empresas que alcançaram a fase 3 dos ensaios clínicos, a última e mais importante etapa do teste antes que a aprovação regulamentar seja solicitada.

Tendo eliminado em grande parte o coronavírus dentro de suas fronteiras, as farmacêuticas chinesas tiveram que procurar locais no exterior para testar a eficácia de suas vacinas. Juntas, elas implementaram testes de fase 3 em pelo menos 16 países.

O governo local, que já imunizou funcionários da área de saúde do país, ainda não anunciou uma data definida para a imunização da população.

Argentina

Na América do Sul, a Argentina segue na corrida para se tornar um dos primeiros país do continente a vacinar seus cidadãos. Em anúncio feito na quarta-feira (23), o presidente Alberto Fernandez autorizou o uso emergencial da vacina da Pfizer/Biontech e assinou um contrato com a Rússia permitindo que 300 mil doses da Sputnik V sejam usadas em solo argentino. 

A Argentina será o primeiro país latinoamericano a usar o imunizante russo.

Alberto Fernandez ainda diz que, até fevereiro, a Argentina terá doses suficientes para vacinar 10 milhões de pessoas. A expectativa é receber doses para administrar a cinco milhões de pessoas em janeiro e em fevereiro o restante das doses necessárias para chegar a 10 milhões. 

No sábado (12), o ministro da Saúde do Chile, Enrique Paris, afirmou que, na próxima semana, o governo local vai analisar dados sobre a performance da vacina da Pfizer e deve fazer um anúncio oficial baseado nos números. 

“Não posso dar nenhuma data, mas faremos todos os esforços para começar o programa de vacinação contra o coronavírus o mais rápido possível

Brasil

No Brasil, a expectativa é que a vacinação comece no final de janeiro, ao menos em São Paulo, onde o governador João Doria (PSDB) já estipulou um prazo para o início do processo de imunização.

Neste sábado, o Ministério da Saúde entregou um Plano de Imunização federal ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas não estipulou prazos para o início da vacinação no país.

De acordo com os dados do documento, o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 foi finalizado na última quinta-feira (19). O Ministério da Saúde destaca que “está fazendo prospecção de todas as vacinas” e lista 13 imunizantes que podem ser adquiridos pelo governo brasileiro, entre elas a Coronavac, que está sendo fabricada pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

De acordo com o ministério, serão necessárias 108 milhões de doses para a primeira fase de vacinação prioritária, que inclui trabalhadores da saúde e idosos.

O plano também diz que o governo já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 por meio de três acordos. Segundo o documento, foram disponibilizados R$ 1,9 bilhão para ser empenhado em encomenda tecnológica para a aquisição de 100,4 milhões de doses de vacina pela AstraZeneca/Fiocruz e R$ 2,5 bilhões para adesão ao Consórcio Covax Facitity, o que garantirá a aquisição de 42 milhões de doses de vacinas.

Além disso, o governo prevê investimento de R$ 62 milhões para aquisição de mais 300 milhões de seringas e agulhas.

Por conta da corrida pela vacina, 7 bilhões de doses, dos mais variados laboratórios, já foram reservadas em todo o mundo.

(*com informações da Reuters e da CNN Internacional)

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