Anvisa: Pedido para suspender vacinação em grávidas foi após morte de gestante

Agência afirma que ocorreu um 'evento adverso grave', o que significa que ainda não há conexão confirmada com imunizante

Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19
Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta terça-feira (11), em nota, que a decisão de propor a “suspensão imediata” do uso da vacina da AstraZeneca em grávidas foi tomada após uma gestante e o feto que carregava morrerem dias após a vacinação.

A Anvisa fala em “evento adverso” e não em “efeito adverso”. Ou seja, não há, ao menos até o momento, confirmação de nexo causal entre a vacina e o caso da gestante, acometida com um acidente vascular cerebral.

A agência pondera que não foram registrados outros casos semelhantes e que se baseia no “princípio da precaução”. A recomendação foi enviada pela Anvisa ao Ministério da Saúde na segunda-feira (10) e levou diversos estados a suspenderem preventivamente o uso do imunizante em gestantes.

Em nota, a Anvisa reforça que o uso em grávidas não está previsto na bula da vacina, pelo imunizante não ter sido testado em mulheres gestantes. 

“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina por gestantes sem orientação médica”, diz o texto.

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