Rio de Janeiro investiga seis casos suspeitos de hepatite aguda grave em crianças

Doença pode ter causado a morte de bebê de oito meses, na cidade de Maricá

Ao todo, são nove casos de hepatite em crianças sendo investigados no Brasil
Ao todo, são nove casos de hepatite em crianças sendo investigados no Brasil Getty Images/Westend61

Pauline Almeidada CNN

no Rio de Janeiro

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O estado do Rio de Janeiro investiga seis casos suspeitos de hepatite aguda grave em crianças, sendo um deles a morte de um bebê de oito meses.

O avanço da doença, cuja causa ainda é desconhecida, levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a lançar um alerta internacional, no dia 15 de abril, após a identificação de vários casos no Reino Unido.

No Brasil, outros três são apurados, segundo o Ministério da Saúde, todos eles no Paraná.

No Rio de Janeiro, o caso do bebê de oito meses, com suspeita de hepatite aguda grave, foi registrado em Maricá, na região metropolitana.

Ainda existem três casos na capital fluminense, de crianças de oito e quatro anos, além de um bebê de dois meses. A doença ainda pode ter contaminado uma criança de dois anos, em Araruama, e outra de três anos, em Niterói.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a hepatite aguda é uma inflamação no fígado que ocorre de forma rápida e abrupta.

A doença pode se manifestar com diarreia, vômito, febre, dores musculares e icterícia (coloração amarelada na pele e nos olhos).

É importante que os pais e responsáveis fiquem atentos aos sintomas das crianças. Se houver qualquer suspeita, elas devem ser imediatamente levadas a um serviço de saúde para que possam ser diagnosticadas e tratadas .

Alexandre Chieppe, secretário de Saúde do Rio de Janeiro

A pasta emitiu um alerta aos 92 municípios do estado e destacou que as suspeitas precisam ser comunicadas e monitoradas.

Segundo o órgão, no último dia 24 de abril, o aviso sobre a doença havia partido do Ministério da Saúde, com a necessidade de atenção dos serviços para crianças com transaminases (enzimas intracelulares) elevadas e sintomas gastrointestinais.

“Estamos acompanhando a evolução da doença no mundo e monitorando junto às vigilâncias municipais os registros de casos suspeitos no estado. O alerta é justamente para que esses pacientes possam ser acompanhados e monitorados de forma correta”, declarou Chieppe.

Nacionalmente, o Ministério da Saúde divulgou que os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) acompanham junto a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar (RENAVEH) a detecção de possíveis casos da doença. A pasta também orienta que eles sejam notificados imediatamente.

Alerta mundial

A Organização Mundial de Saúde esclarece que os casos de hepatite aguda em crianças estão sob investigação e, até o momento, os exames de laboratório descartam causas conhecidas.

A principal suspeita é que a infecção tenha como fonte o adenovírus – vírus comum, responsável por sintomas respiratórios, vômitos e diarreia.

Segundo a OMS, até o dia 3 de maio, foram registrados mais de 200 casos da doença em 20 países, a maioria deles no Reino Unido, primeiro país a comunicar o problema.

Nesta sexta-feira (6), a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido publicou um novo relatório e apontou que as investigações continuam sugerindo uma associação com o adenovírus, mais frequentemente detectado nas amostras testadas.

No entanto, o órgão aponta que apura outros fatores, como uma infecção anterior pelo coronavírus, que pode deixar a criança mais suscetível.

A OMS orienta que a prevenção da doença depende de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos e cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar.

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