Rio prepara evento-teste com 4 mil pessoas sem uso obrigatório de máscara

Festa ocorrerá sábado, no Parque dos Atletas, com convidados vacinados e testados, e será a última antes de flexibilização do uso do equipamento de proteção facial

Montagem dos preparativos para último evento-teste relativo à Covid-19 no Rio de Janeiro
Montagem dos preparativos para último evento-teste relativo à Covid-19 no Rio de Janeiro Reprodução/CNN Brasil

Stéfano SallesThayana Araújoda CNN

no Rio de Janeiro

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O Rio de Janeiro começa a preparar nesta quarta-feira (6) o último dos três eventos testes autorizados pelo município sem uso obrigatório de máscaras. É uma festa particular para quatro mil pessoas, que ocorrerá no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, no próximo sábado (9).

O local que abrigará o evento é uma área aberta, de 150 mil metros quadrados. Assim como os anteriores, os convidados terão que comprovar esquema vacinal completo e serão testados.

O evento ocorre às vésperas de a cidade flexibilizar o uso de máscaras, desejo já informado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) e autorizado pelo Comitê Especial de Enfrentamento da Covid-19.

A previsão é que em 15 de outubro os cariocas possam circular sem o equipamento de proteção facial em locais abertos e sem aglomeração, desde que pelo menos 65% da população esteja com esquema vacinal completo.

Atualmente, esse indicador está em 57,3%, de acordo com o Painel Rio Covid-19, mantido pela Secretaria Municipal de Saúde. Nesta fase, o uso de máscaras permanecerá obrigatório para eventos em locais abertos, com restrição de público até mil pessoas.

Uma terceira fase de flexibilização está prevista para 1º de novembro. Para que entre em vigor, o município precisa alcançar 75% da população com esquema vacinal completo. Nesta etapa, o uso obrigatório de máscaras estará restrito a ambientes hospitalares e ao transporte público.

O patamar indicado tem sido um ponto de divergência entre os especialistas, que não estão convencidos de que 75% seja suficiente para a medida, embora ela tenha sido aprovada pelo comitê. Pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo está entre os críticos da decisão.

“Não alcançamos a taxa de 80% de vacinados ainda, que é o ideal. Precisamos reduzir substancialmente o número de internados e mortos na cidade. A aglomeração é muito subjetiva. Uma festa com dez pessoas é aglomeração”, pondera.

Neste momento, a capital do estado tem 377 pacientes internados com Covid-19 na rede SUS, que engloba leitos federais, estaduais, municipais e particulares conveniados. No momento mais crítico da pandemia, o município alcançou a marca de 1,5 mil.

Enquanto a cidade busca avançar na campanha de vacinação e discute a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras, Duque de Caxias, terceira cidade mais populosa do estado, com 924 mil habitantes, estabeleceu na terça-feira (5) a desobrigação.

A medida foi estabelecida por decreto do prefeito Washington Reis (MDB).

Procurados, promotores do Ministério Público e da Defensoria Pública do Rio de Janeiro informaram que avaliam quais medidas vão tomar após a liberação.

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