São Paulo reduz intervalo para aplicação de dose de reforço para 4 meses

Medida é uma recomendação do Comitê Científico do Coronavírus e também havia sido solicitada pela Prefeitura da capital nesta quinta

Bruna MacedoGiovanna Galvanida CNN

em São Paulo

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O governo estadual de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (2), a redução de 5 para 4 meses do intervalo mínimo necessário para que se tome a dose de reforço das vacinas contra a Covid-19.

A medida vale para quem tomou duas doses dos imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer, e “vai beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas que se vacinaram nos meses de julho e agosto”, diz o governo.

Quem tomou o imunizante de dose única da Janssen poderá receber a dose adicional do mesmo imunizante com intervalo a partir de 2 meses. No entanto, na ausência da vacina da Janssen, poderá ser administrada uma dose adicional da Pfizer.

“O estado tem hoje condições logísticas e técnicas de ampliar a vacinação e reduzir o intervalo de aplicação das doses para que todos possam estar ainda mais protegidos”, disse o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn.

A medida, recomendada inicialmente pelo Comitê Científico do Coronavírus do estado, tem como contexto a confirmação de ao menos três casos da variante Ômicron no estado, a proximidade das festas de fim de ano e a falta de obrigatoriedade da apresentação, de quem vem do exterior, do comprovante vacinal para entrar no Brasil.

Um pedido de redução do intervalo para a aplicação da dose extra foi feito pela Prefeitura de São Paulo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quinta. Os motivos apresentados à agência foram os mesmos elencados pelo governo do estado.

A chegada da Ômicron já fez com que, a nível da capital paulista, a festa de Réveillon fosse cancelada. No cenário estadual, o governo já recuou da data original de derrubar a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes abertos no dia 11 de dezembro.

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