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    Saúde vai apurar se vacina de Oxford pode ter causado trombose em grávida

    Caso é raríssimo e é investigado pelo Ministério da Saúde e Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal. Estado também irá apurar

    Leandro Resendeda CNN

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    O Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro investigam o caso de uma mulher grávida que tomou a vacina da Covid-19 Oxford/AstraZeneca e desenvolveu quadro de trombose. A investigação é sobre o histórico de saúde da paciente e se é possível estabelecer uma relação entre a aplicação da vacina e o efeito adverso. 

    A formação de coágulos como efeito colateral da vacina de Oxford foi incluída na bula do imunizante, mas é um evento adverso considerado muito raro, sobretudo no comparativo com a incidência normal da doença, ou seja, o número de casos de trombose que normalmente acontecem, independentemente da imunização. 

    À CNN, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, afirmou que o caso será investigado pelo município, estado, governo federal e pelos produtores da vacina. Ainda não há, segundo ele, maiores detalhes sobre o histórico da grávida. 

    No mês passado, a médica Ana Clara Kneese Nascimento, coordenadora do Comitê de Hemostasia e Trombose da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, afirmou à CNN que os riscos de trombose são “muito maiores para quem fuma, se infecta com a Covid-19 ou mulheres que tomam anticoncepcional”

    A médica informou ainda que “os casos estão sendo acompanhados e os números mostram que os eventos são muito raros”. 

    Em nota, a AstraZeneca informou as mulheres que estavam grávidas foram excluídas dos estudos clínicos. Veja nota abaixo.

    Posicionamento para imprensa

    Referente a suspensão do uso da vacina AstraZeneca/Fiocruz por parte da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a AstraZeneca esclarece que as mulheres que estavam grávidas ou amamentando foram excluídas dos estudos clínicos. Esta é uma precaução usual em ensaios clínicos.

    Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à gravidez ou ao desenvolvimento fetal.

    Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19
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    Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

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