Secretária de SP: 'Restrição demora até 14 dias para ter impacto máximo'

Em entrevista à CNN, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, destacou o crescimento no número de internações em leitos de UTI

Produzido por Layane Serrano,
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O estado de São Paulo registrou um novo recorde de internações por Covid-19 em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e, segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, o número é 60% maior do que o registrado no pico da pandemia, no ano passado. Ainda segundo ela, apenas após duas semanas os efeitos das restrições adotadas no estado poderão ser sentidos no sistema de saúde.

"Sempre percebemos que as medidas restritivas demoram entre 10 a 14 dias para terem seu impacto máximo. Entretanto, isso depende do cumprimento por parte da população e dos empreendedores. Este momento é de proteção da vida, não há dicotomia entre economia e saúde", completou a secretária do governo paulista em entrevista à CNN.

A secretária ainda afirmou que a primeira semana de vigência da fase vermelha no estado registrou melhoria nos índices da pandemia, mas que ainda "não é o suficiente para o momento que estamos vivendo."

Segundo dados do boletim epidemiológico do governo estadual, 10.244 leitos de UTI estavam ocupados no domingo (14). Em 1º de março, o estado tinha 7.276 pessoas na UTI -- um aumento de 40,8%

"Os dados já estão disponíveis [no sistema do governo] e veremos que batemos novos recordes de casos, óbitos e internações", disse Patrícia. "Hoje temos mais de 10 mil pessoas internadas em leitos UTI covid. A velocidade do crescimento da pandemia é muito grande. Para se ter ideia, esse número é 60% acima do pico que tivemos na primeira onda da pandemia", completou.

A secretária ainda disse que a fase emergencial, que entrou em vigor nesta segunda-feira e coloca mais restrições aos comércios e circulação de pessoas, foi desenhada para complementar a fase vermelha, até então a mais restritiva do Plano São Paulo.