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    Sinais de baixa gravidade da Ômicron são “um pouco animadores”, diz especialista

    Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, falou à CNN no domingo (5)

    Jamie Gumbrechtda CNN

    Os primeiros indicadores sobre a gravidade da Covid-19 causada pela variante Ômicron são “um pouco animadores”, mas é muito cedo para tomar uma posição clara sobre se ela pode causar doenças graves, disse o médico Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos à CNN no domingo (5).

    O diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos disse que os dados até agora sugerem que a variante não está causando quadros mais graves da Covid-19.

    “Mas realmente temos que ter cuidado antes de fazer qualquer determinação de que é menos grave ou realmente não causa nenhuma doença grave comparável à Delta. Mas até agora, os sinais são um pouco animadores em relação à gravidade.

    O especialista ressalta que é precisa manter as medidas de contenção do vírus “até realizarmos mais experimentos”.

    Fauci disse que os Estados Unidos permanecem em comunicação constante com especialistas sul-africanos e que a variante Ômicron está se tornando dominante na África do Sul, especialmente porque os casos ainda eram poucos quando a variante foi identificada.

    Ele disse que não se sabe exatamente o que pode acontecer nos Estados Unidos e em outros países, onde a variante Delta, altamente transmissível, ainda domina.

    “A questão para nós aqui nos Estados Unidos, onde ela (Ômicron) foi confirmada em pelo menos 15 estados e em cerca de 40 países, é: o que vai acontecer quando ela competir com uma variante muito dominante, como a Delta?

    Fauci disse que as doses de reforço das vacinas contra o coronavírus “serão fundamentais para determinar se seremos ou não capazes de lidar” com a Ômicron de maneira eficiente.

    Na semana passada, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) disseram que todos os adultos deveriam receber um reforço da vacina contra o coronavírus.

    (Texto traduzido. Leia o original aqui.)