Suspensão de vacina: sem revisão, será judicializada, diz vice-presidente do Conass

Ministério da Saúde recomendou a suspensão da imunização contra Covid-19 de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades

Da CNN

Em São Paulo

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O vice-presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, disse em entrevista à CNN nesta sexta-feira (17) que se o Ministério da Saúde não revisar a suspensão da vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades, o assunto será judicializado.

A pasta recomendou a suspensão da imunização contra a Covid-19 nesse público em uma nota técnica divulgada nesta quinta-feira (16). Passa a ser recomendada a vacinação nesta faixa etária somente em adolescentes que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

“Foi estarrecedor receber a informação por meio de uma nota informativa, vaga e que não é clara nem [sobre] a suspensão nem sobre as contraindicações da vacina nos adolescentes”, falou Fernandes.

O presidente do Conass disse ainda que os posicionamentos sobre a vacinação de adolescentes sem comorbidades já estão consolidados dentro do próprio Ministério, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e nas sociedades técnicas e científicas.

“A decisão foi tempestiva, unilateral e inoportuna. Ela atendeu a um pedido do presidente da República de trazer para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) premissas de lógicas antivacinas. Essa posição deverá ser confrontada hoje na reunião da Câmara Técnica Assessora e encaminhada para uma judicialização, caso o Ministério da Saúde não reveja o posicionamento unilateral anunciado.”

(publicado por Fernanda Colavitti)

 

 

 

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