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    Temos grupos que se beneficiam de maneira muito clara da 4ª dose, diz Luana Araújo

    Infectologista destacou que a maior parte dos pacientes hospitalizados no Brasil são não vacinados

    Ester Cassaviada CNN*Vinícius Tadeuda CNN

    São Paulo

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    A infectologista e epidemiologista Luana Araújo afirmou em entrevista à CNN nesta quinta-feira (10) que os imunossuprimidos fazem parte do grupo que “se beneficia de maneira muito clara” com a quarta dose. De acordo com a médica, transplantados e pessoas com a imunidade deficitária devem receber o reforço assim que possível.

    Na última quarta (9), o Ministério da Saúde recomendou a quarta dose da vacina contra a Covid-19 para imunossuprimidos entre 12 a 17 anos. A imunização deve ser feita obrigatoriamente com o imunizante da Pfizer.

    Quanto a outros grupos, a infectologista afirmou que se trata de uma discussão complexa. “Nos idosos acima de 65 ou 70 anos essa é uma discussão, porque eles estão completando um ano do início do esquema, então talvez não fosse nem a quarta dose, mas um reinício de ciclo”, disse.

    De acordo com Luana, a prioridade neste momento deve ser a de completar o esquema vacinal com as duas doses e o reforço. “Enquanto não completarmos o esquema vacinal, não tem lógica a gente ficar aqui discutindo, ou pior, criando polêmica em cima de uma quarta dose”, considerou.

    A infectologista destacou a importância de uma comunicação clara e assertiva para tranquilizar a população e conscientizar sobre os benefícios da imunização, principalmente em crianças. “Não tem lógica que outros esquemas sejam utilizados que não o da comunicação clara com todo mundo”, reforçou.

    De acordo com a médica, a queda do número de testes positivos em farmácias e da ocupação de leitos de UTIs muito se deve ao “esgotamento de pessoas suscetíveis”. “A contaminação foi tamanha que já não tem tanta gente para pegar”, explicou.

    No entanto, de acordo com a infectologista, os não vacinados continuam sendo “a imensa parte dos pacientes hospitalizados, e isso também provoca essa sobrecarga localizada no sistema de saúde”.

    “Este é o momento de se investir massivamente na vacinação para a completude do esquema vacinal de quem ainda está suscetível”, concluiu Luana.

    *Supervisionada por Elis Franco

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