Vacina garante imunidade ainda melhor para quem já foi infectado, diz imunologista

Cristino Bonorino afirmou à CNN que a proteção oferecida pelos imunizantes contra a Covid-19 é melhor do que a adquirida com infecção natural

Vinícius Tadeuda CNN

São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (30), a imunologista e integrante do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia, Cristina Bonorino, comentou sobre o estudo da Fiocruz que revelou que todas as vacinas contra a Covid-19 que são aplicadas no Brasil garantem proteção adicional para quem já foi infectado pelo coronavírus. Segundo a médica, a resposta imune da vacina se soma a já adquirida com a infecção natural.  

“Se a pessoa já teve a infecção e ela se vacinou depois, a imunidade dela fica ainda melhor. Isso é uma coisa totalmente esperada porque a infecção sozinha deixa uma certa imunidade residual e quando a gente se vacina funciona como se fosse um reforço”, afirmou Bonorino.  

De acordo com a imunologista, a proteção oferecida pelos imunizantes “é sempre melhor do que a gerada pela infecção natural”. Embora a vacina não proteja contra a contaminação, a médica esclarece que o vírus circula em menor quantidade e replica menos em pessoas imunizadas. 

Para Bonorino, enquanto houver a circulação do vírus e de variantes, reforços da vacina serão necessários. “Temos de lembrar que a variante está circulando e devemos manter o máximo possível do uso de máscaras, distanciamento e ficar em lugares ventilados”, recomendou.  

A imunologista ainda reforçou a importância da vacinação de crianças de 5 a 11 anos, garantindo que “a vacina é perfeitamente segura e eficaz”. De acordo com a médica, os efeitos colaterais são extremamente raros e o mais comum é dor no local da aplicação.  

“Não existe um número aceitável de crianças que podem morrer de Covid, precisamos demandar que essa vacinação seja feita”, disse. A imunologista garantiu que todos os imunizantes que estão sendo aplicados no Brasil estão funcionando muito bem.

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