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    Vacinas bivalentes e monovalentes são igualmente eficazes e protegem da Covid; entenda

    Dois tipos de imunizantes agem do mesmo modo no organismo, estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos e células de defesa contra o coronavírus, reduzindo o risco de agravamento da infecção

    Vacinação contra a Covid-19 com dose bivalente
    Vacinação contra a Covid-19 com dose bivalente Secretaria de Saúde do Distrito Federal

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Com o início da aplicação das vacinas bivalentes contra a Covid-19, surgiram dúvidas sobre a eficácia das vacinas monovalentes contra a doença. As vacinas bivalentes são as chamadas segunda geração do imunizante, ou seja, são aquelas que possuem em sua composição a cepa original e subvariantes da Ômicron – entenda como elas funcionam.

    Tanto as bivalentes quanto as monovalentes, da primeira distribuição, agem do mesmo modo no organismo, estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos protetores e células de defesa contra o vírus SARS-CoV-2. Quando infectada pelo vírus, a pessoa vacinada conseguirá combatê-lo rapidamente, pois já tem imunidade.

    O Ministério da Saúde esclareceu que os dois tipos de imunizantes são igualmente eficazes e capazes de oferecer proteção contra a infecção pelo coronavírus. Entenda abaixo quais as diferenças entre as duas vacinas e por que há necessidade de atualização dos imunizantes.

    Por que precisamos de vacinas atualizadas?

    As vacinas contra a Covid-19 foram desenvolvidas com o objetivo principal de prevenir a evolução da doença para casos graves, hospitalizações e mortes. As doses chamadas “monovalentes” foram criadas a partir da cepa original do vírus, circulante em Wuhan, na China, no início da pandemia.

    Ao longo dos últimos três anos, o SARS-CoV-2 continuou a evoluir, conforme a circulação viral se tornou global, levando ao surgimento de inúmeras variantes, como as mais conhecidas Alfa, Beta, Gama, Delta e Ômicron.

    Diante do surgimento de uma nova variante, cientistas em todo o mundo buscam entender se a nova linhagem do vírus representa algum tipo de impacto para as vacinas em uso no mundo.

    Atualmente, a Ômicron é a variante prevalente em circulação no mundo, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Estudos apontam que as subvariantes BA.4 e BA.5 da Ômicron conseguem escapar dos anticorpos de pessoas que tiveram infecção anterior por Covid-19 ou que já receberam a dose de reforço da vacina. No entanto, os dados mostram que a vacinação com as doses monovalentes ainda fornece proteção significativa contra formas graves da doença.

    Desde a identificação da Ômicron, em novembro de 2021, laboratórios e farmacêuticas se mobilizaram desenvolver vacinas capazes de reduzir os impactos da variante.

    Você está protegido com a vacina monovalente

    O surgimento das variantes do coronavírus levou à redução da eficácia das vacinas monovalentes contra infecções sintomáticas, mas essas vacinas ainda mantêm a efetividade contra a doença na forma grave e óbitos, desde que sejam tomadas as doses conforme a recomendação do Ministério da Saúde.

    Os estudos de acompanhamento das vacinas indicam que as doses de reforço de vacinas monovalentes restauraram uma proteção contra desfechos graves associados à Ômicron.

    O avanço no conhecimento científico sobre a imunidade gerada pelas vacinas revelou que a proteção tende a diminuir com o passar do tempo, entre seis e oito meses após a aplicação das duas doses iniciais.

    Para resgatar a prevenção contra o agravamento e a morte pela infecção causada pelo coronavírus, a comunidade científica chegou ao consenso sobre a importância da aplicação de doses de reforço.

    Estudos mostram que essa estratégia amplia a resposta imunológica e aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pelo coronavírus.

    A definição sobre os públicos elegíveis para receber doses de reforço é feita pelo Ministério da Saúde, a partir da recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O público apto a receber doses de reforço tem sido ampliado ao longo da pandemia de acordo com novas evidências científicas que sugerem o benefício das aplicações adicionais.

    Veja aqui a classificação atual do esquema vacinal de acordo com a recomendação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) do Ministério da Saúde.

    O início ou continuidade do esquema vacinal, ou seja, as duas primeiras doses da vacina, e também a aplicação do reforço, ocorrem com as vacinas monovalentes.

    • Crianças entre 6 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade;
    • crianças entre 5 e 11 anos de idade;
    • adolescentes e adultos de 12 a 59 anos de idade.

    Cronograma de aplicação das vacinas bivalentes

    As vacinas bivalentes serão aplicadas nos grupos prioritários que já receberam pelo menos duas doses monovalentes prévias – veja o cronograma. Na primeira etapa do Movimento Nacional pela Vacinação, a imunização será oferecida para pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Neste primeiro momento, serão vacinados idosos acima de 70 anos, pessoas imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições permanentes, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

    Em seguida, conforme o avanço da campanha e o cronograma de entrega de doses, outros grupos serão vacinados, como as pessoas entre 60 e 69 anos, as pessoas com deficiência permanente, os trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas e a população privada de liberdade. As datas exatas serão divulgadas pelos municípios.

    Para quem faz parte do público-alvo, é necessário ter completado o ciclo vacinal com os imunizantes monovalentes para, então, receber a dose de reforço bivalente, respeitando um intervalo de quatro meses da última dose recebida, segundo o ministério.