Variantes Delta e Ômicron podem provocar até 2 mil mortes em Manaus, diz biólogo

Um ano após viver o colapso dos hospitais sem oxigênio e com baixos índices de vacinação, Amazonas ameaça entrar em terceira onda da Covid-19

Juliana AlvesLeonardo Lopesda CNN

em São Paulo

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Um ano após viver o colapso no sistema de saúde, com pessoas morrendo por Covid-19 em hospitais desabastecidos de oxigênio, um grupo de pesquisadores prevê que a cidade de Manaus pode enfrentar uma terceira onda da pandemia.

Um estudo publicado na rede ResearchGate indica que a capital amazonense – que tem menos de 60% da população totalmente vacinada – pode sofrer mais mil mortes pelo coronavírus até 85% de imunização entre os moradores.

Em entrevista à CNN, o biólogo e um dos autores do estudo, Lucas Ferrante, explica que esta nova onda prevista para a região é “gerada pela variante Delta, alavancada pela variante Ômicron e complicada pelo surto de gripe”.

“O congestionamento do sistema de saúde pela gripe e por essas duas variante tende a aumentar o índice de mortalidade apesar da vacinação, que está em limiares medíocres para o Amazonas”, declarou.

“Para Manaus ainda pode ser esperado de 1500 a 2 mil óbitos com essas duas variantes. E, conforme o sistema de saúde congestiona, a letalidade do coronavírus é agravada”, completou.

Lucas Ferrante, biólogo. / Reprodução/CNNBrasil/14.jan.2022

De acordo com o pesquisador, o auge deste recrudescimento da pandemia no Amazonas deve acontecer em cerca de um mês a um mês e meio.

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