Pesquisadores criam máscara que mata Covid-19 com calor de carregador de celular


Rami Amichay e Rinat Harash da Reuters
17 de junho de 2020 às 17:28
Professor Yair Ein-Eli durante demonstração de nova máscara de proteção

Professor Yair Ein-Eli durante demonstração de nova máscara de proteção contra o coronavírus em laboratório em Haifa, Israel

Foto: Amir Cohen/Reuters

Pesquisadores israelenses afirmaram que criaram uma máscara reutilizável que pode matar o coronavírus com calor, consumindo energia de carregadores de celular.

O processo de desinfecção leva cerca de 30 minutos – e os usuários não devem usar a máscara enquanto estiver conectada no carregador, disse o professor Yair Ein-Eli, que liderou a equipe de pesquisa da Universidade Technion em Haifa.

A máscara possui uma entrada USB que se conecta a uma fonte de energia, como um carregador de celular padrão, que então aquece uma camada interna de fibras de carbono a 70 graus Celsius, temperatura alta o suficiente para matar o vírus.

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Ein-Eli disse que as máscaras descartáveis comuns não são econômicas e nem ecológicas. "Você precisa torná-la reutilizável e ecológica, e esta é a nossa solução", disse ele.

O professor Allon Moses, especialista em doenças infecciosas do Centro Médico Hadassah de Jerusalém, disse que "não há dúvida" de que a exposição de meia hora ao calor de 70 graus mataria o coronavírus.

Mas ele alertou que aquecer repetidamente a máscara pode "danificar o papel ou tecido da máscara e estragar sua capacidade de proteção de doenças no futuro".

Durante o teste, o protótipo foi exposto a 20 ciclos de aquecimento, cada um por meia hora, sem afetar a durabilidade, disse Ein-Eli. "Podemos garantir até algumas dezenas de ciclos, sem nenhum risco", acrescentou.

Os pesquisadores apresentaram uma patente para a máscara nos Estados Unidos no final de março e dizem estar discutindo a comercialização do produto com empresas interessadas na produção.