Versão do TikTok para o mercado chinês salta 50% em usuários diários em 2020


Yingzhi Yang e Brenda Goh, da Reuters
15 de setembro de 2020 às 03:33 | Atualizado 15 de setembro de 2020 às 05:12
Pessoa manipula smartphone com logotipo da TikTok

Jovem manipula smartphone com logotipo da TikTok

Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters

O Douyin, a versão do aplicativo de vídeos curtos TikTok para o mercado chinês, atingiu 600 milhões de usuários ativos diários em agosto, disse um executivo da ByteDance na terça-feira, um salto de 50% desde o início do ano.

Os usuários na China não podem acessar o aplicativo TikTok, que não é disponível no país, mas podem usar o Douyin, semelhante em funcionalidades e design. Popular no restante do mundo, o TikTok é hoje objeto de um conflito feroz entre Pequim e Washington por questões de segurança.

O crescimento do Douyin ocorre enquanto a TikTok enfrenta uma possível proibição nos Estados Unidos pela governo de Donald Trump, que deseja que a ByteDance venda as operações do TikTok nos EUA.

Leia também:
YouTube lança Shorts, rival do TikTok

Fundo do TikTok vai incentivar criadores, dizem influenciadora e especialista

A americana Oracle Corp divulgou na segunda-feira que se associaria à ByteDance, o que poderia ajudar a manter a TikTok operando nos Estados Unidos.

Como o TikTok, o Douyin permite que os usuários assistam a vídeos curtos e transmissões ao vivo e façam compras no aplicativo.

Atualmente, é um dos aplicativos de mídia social mais populares da China e seu crescimento é visto como um indicativo da evolução potencial da TikTok.

Em comparação, o aplicativo de mensagens WeChat da China, de propriedade da Tencent Holdings, disse que tinha mais de 1 bilhão de usuários ativos no aplicativo todos os dias em 2018. A China tinha 1,6 bilhão de usuários de internet móvel ativos por mês em maio, de acordo com o pesquisador de mercado QuestMobile.

A ByteDance considera listar seus negócios na China em Hong Kong ou Xangai, em meio à escalada das tensões entre as duas maiores economias do mundo, informou a Reuters. Esse plano de listagem foi iniciado depois que os reguladores dos EUA começaram a revisar a aquisição da Musical.ly pela ByteDance no ano passado.

A maior parte da receita da ByteDance ainda é gerada na China, disseram fontes à Reuters, principalmente da receita de anúncios no Douyin e em seu agregador de notícias chinês Jinri Toutiao.