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    Lua cheia de julho, ‘Lua dos Cervos’ ilumina o céu na noite desta sexta-feira

    Fase mais brilhante da lua poderá ser vista pelos próximos três dias

    Foto: Getty Images (John Finney Photography)

    Ashley Strickland, CNN

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    Amantes da lua, escolham um lugar aconchegante lá fora e olhem para o céu para contemplar a lua cheia de julho, chamada de “Buck Moon”, ou Lua dos Cervos, que nasce nesta sexta-feira (23), após o pôr do sol.

    A lua atingirá o pico de iluminação às 23h37 (horário de Brasília) desta sexta-feira, de acordo com a Nasa. Em toda a sua glória, o deleite celestial ficará suspenso no céu noturno por cerca de três dias em torno de seu pico, para que os espectadores possam desfrutar da lua brilhante durante todo o fim de semana.

    Por que o apelido? Julho marca a época em que crescem os chifres dos cervos machos, dando à lua cheia deste mês o apelido de “Lua dos Cervos”, de acordo com o Almanaque do Velho Fazendeiro. Os chifres dos cervos passam por um ciclo a cada ano de queda e regeneração, tornando-se progressivamente maiores com a idade dos animais.

    No entanto, o nome da lua cheia de julho difere entre as culturas. Algumas tribos nativas americanas dão o nome em referência à estação quente do verão no hemisfério norte. Os comanches chamam esse evento de “urui mua”, ou “lua quente”, e o povo Kalapuya se refere a ele como “ameku”, que significa “lua do meio do verão”, de acordo com o site do Planetário da Universidade Western Washington.

    Outros grupos indígenas, incluindo os povos Mohawk, Apache, Cherokee e Passamaquoddy, chamaram a lua de julho com referências ao “amadurecimento”. Alguns são mais específicos para frutas, como o “aabita-niibino-giizis” do Anishnaabe, que significa “lua da framboesa” e o “wasasa” do Assiniboine, ou “frutas vermelhas”. A tribo Zuni, do que hoje é o estado do Novo México, diz “dayamcho yachunne”, que significa “membros são quebrados por frutas”.

    Em contraste, os europeus usam o termo “lua do feno” como um aceno para a temporada de feno de junho e julho, de acordo com a Nasa.

    Típico de um ano normal, 2021 tem 12 luas cheias. (Foram 13 luas cheias no ano passado, duas das quais em outubro.)

    Aqui estão todas as luas cheias restantes neste ano e seus nomes, de acordo com o Almanaque do Velho Fazendeiro:

    • 22 de agosto – lua de esturjão
    • 20 de setembro – lua da colheita
    • 20 de outubro – lua do caçador
    • 19 de novembro – lua do castor
    • 18 de dezembro – lua fria

    Certifique-se de verificar os outros nomes dessas luas também, atribuídos às suas respectivas tribos nativas americanas.

    Chuvas de meteoros

    A chuva de meteoros Delta Aquarídeos (ou Aquáridas) é melhor vista nos trópicos do Sul e terá seu pico entre 28 e 29 de julho, quando a lua está 74% cheia.

    Curiosamente, outra chuva de meteoros atinge o pico na mesma noite – a Alfa Capricornídeos. Embora seja uma chuva muito mais fraca, sabe-se que produz algumas bolas de fogo brilhantes durante seu pico. Será visível para todos, independentemente do lado do equador em que você está.

    A chuva de meteoros Perseidas, a mais popular do ano, terá seu pico entre 11 e 12 de agosto no Hemisfério Norte, quando a lua está apenas 13% cheia.

    Aqui está a programação da chuva de meteoros para o resto do ano, de acordo com a previsão da EarthSky.

    • 8 de outubro: Draconídeos
    • 21 de outubro: Oriônidas
    • 4 a 5 de novembro: Taurídeos (ou Taurídas) do Sul
    • 11 a 12 de novembro: Taurídeos (ou Taurídas) do Norte
    • 17 de novembro: Leônidas
    • 13 a 14 de dezembro: Geminídeos
    • 22 de dezembro: Ursídeos

    Eclipses solares e lunares

    Este ano, haverá mais um eclipse do sol e outro eclipse da lua, de acordo com o Almanaque do Velho Fazendeiro.

    Em 19 de novembro, haverá um eclipse parcial da lua, e os observadores do céu na América do Norte e no Havaí podem vê-lo entre 1h e 7h06 Eastern Time Zone (ET) – menos 5 horas em relação ao horário de Greenwich (GMT).

    E o ano terminará com um eclipse total do sol em 4 de dezembro. Não será visível na América do Norte, mas aqueles nas Ilhas Malvinas, no extremo sul da África, na Antártica e no sudeste da Austrália serão capazes de observar.

    Planetas visíveis

    Os observadores do céu terão múltiplas oportunidades de localizar os planetas durante certas manhãs e noites ao longo de 2021, de acordo com o guia planetário do Almanaque do Fazendeiro.

    É possível ver a maioria deles a olho nu, com exceção do distante Netuno, mas binóculos ou um telescópio fornecerão a melhor visão.

    Mercúrio parecerá uma estrela brilhante no céu da manhã de 18 de outubro a 1 de novembro. Ele brilhará no céu noturno de 31 de agosto a 21 de setembro e de 29 de novembro a 31 de dezembro.

    Vênus, nosso vizinho mais próximo no sistema solar, aparecerá no céu ao anoitecer até 31 de dezembro. É o segundo objeto mais brilhante em nosso céu, depois da lua.

    Marte faz sua aparência avermelhada no céu da manhã entre 24 de novembro e 31 de dezembro, e será visível no céu noturno até 22 de agosto.

    Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar, é o terceiro objeto mais brilhante do céu. Ele estará em exibição no céu da manhã até 19 de agosto. Procure-o à noite, de 20 de agosto a 31 de dezembro – mas estará mais brilhante de 8 de agosto a 2 de setembro.

    Os anéis de Saturno são visíveis apenas através de um telescópio, mas o próprio planeta ainda pode ser visto a olho nu nas manhãs até 1º de agosto e à noite de 2 de agosto a 31 de dezembro. Ele terá seu brilho máximo durante os primeiros quatro dias de agosto.

    Binóculos ou um telescópio ajudam a detectar o brilho esverdeado de Urano nas manhãs até 3 de novembro e à noite de 4 de novembro a 31 de dezembro. Ele estará mais claro entre 28 de agosto e 31 de dezembro.

    E nosso vizinho mais distante no sistema solar, Netuno, será visível através de um telescópio nas manhãs até 13 de setembro e durante as noites de 14 de setembro a 31 de dezembro. Ele estará mais claro entre 19 de julho e 8 de novembro.

    Texto traduzido, leia o original em inglês.

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