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    Observatório astronômico no Chile vai abrigar a maior câmera digital do mundo

    Câmera terá 3,2 gigapixels de resolução e 1,57 metro de diâmetro

    Câmera do telescópio LSST do Observatório Rubin terá 189 sensores individuais que produzirão imagens de 3200 megapixels
    Câmera do telescópio LSST do Observatório Rubin terá 189 sensores individuais que produzirão imagens de 3200 megapixels Jacqueline Orrell/SLAC National Accelerator Laboratory/NSF/DOE/Rubin Observatory/AURA

    Flávio Ismerimda CNN

    São Paulo

    O Observatório Vera C. Rubin, que está sendo construído no Chile, terá a maior câmera digital do mundo em seu telescópio, o Legacy Survey of Space and Time (LSST).

    O projeto estabeleceu dois recordes no Guinness World Records, com a maior resolução e a maior lente óptica da Terra. A peça terá resolução de 3,2 gigapixels e a lente terá 1,57 metro de diâmetro.

    Com o auxílio do telescópio LSST, que terá mais de 8 metros, o observatório produzirá 20 terabytes de dados em todas as noites durante 10 anos.

    Para atingir tal feito, ele reunirá milhões de imagens de alta resolução de aglomerados de estrelas, que poderão ser reunidas por cientistas e ajudarão a expandir o volume de galáxias que podem ser vistas e, portanto, estudadas pela humanidade.

    O Observatório Rubin está sendo construído em Cerro Pachón, na região de Coquimbo, no Chile. Ele é financiado conjuntamente pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA (NSF) e pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE).

    O observatório leva o nome da astrônoma Vera C. Rubin, que dedicou sua vida acadêmica a provar que existe matéria invisível no Universo. A partir de seus estudos, os cientistas descobriram que mais de 80% da matéria do universo é invisível.

    Também ficará no Chile o telescópio ELT (Extremely Large Telescope, do inglês, telescópio extremamente grande), do ESO (Observatório Europeu do Sul, do inglês, European Southern Observatory).

    O equipamento está sendo construído no topo do Cerro Armazones, no deserto do Atacama, terá um espelho de 39 metros e será o maior do mundo para luz visível e para visão infravermelho.

    Os componentes, como outros espelhos e lasers, estão sendo produzidos por empresas na Europa e devem ser entregues ao ESO para avaliação e testagens.