Streaming fictício: Cruz Vermelha SP lança novo canal para arrecadação
"HelpPlus" é uma plataforma digital que oferece assinatura como ferramenta para recolher doações para a organização

Desde que o primeiro streaming foi inventado, uma série de outras plataformas que disponibilizam filmes online surgiram. Hoje, alguns usuários têm assinaturas de tantas ferramentas que nem conseguem dar conta de consumir conteúdo de todas.
Mas uma ideia criativa surgiu para brincar com quem paga por streamings, mas não assiste às produções. O "HelpPlus", lançado pela Cruz Vermelha São Paulo, é o primeiro streaming de caráter social, criado para arrecadar doações para a instituição.
"A ideia do HelpPlus foi inspirada em um comportamento real das pessoas, que em sua maioria, pagam e assinam mais de um serviço de streaming de vídeo, mas que não conseguem assistir. Por isso a criação de um streaming fake pensado em fazer a doação ser vista de forma mais jovem, bem-humorada, moderna, e nada mais contemporâneo que um streaming", conta o diretor de criação da Lew´Lara\TBWA, empresa responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, Fernando Lyra.
Diferente das outras plataformas, porém, "o HelpPlus não te dá a sensação de desperdiçar dinheiro, mesmo você pagando e não assistindo, já que a Cruz Vermelha São Paulo transforma a sua 'assinatura' em doações para quem precisa”, afirma Lyra.
Atuando no estado de São Paulo desde 1912, a Cruz Vermelha é uma organização internacional que promove assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente em conflitos armados — como a guerra de Israel — e outras emergências.
Para compor o catálogo do HelpPlus, os desenvolvedores criaram 100 títulos de filmes fictícios, junto com capas e sinopses. Embora o site pareça real, todo o serviço é fictício e os longas não existem de verdade.
O "serviço" é oferecido em assinaturas mensais de R$ 10,00, R$ 30,00 ou R$ 50,00. O dinheiro arrecadado será então revertido como doação para a organização.
“As contribuições recorrentes são essenciais para a formatação de programas de longo prazo que possibilitem a efetiva diminuição da vulnerabilidade dos beneficiários”, afirma Bruno Semino, da Cruz Vermelha São Paulo. .


