Le Freak: fomos ao francês mais hypado de SP e te contamos se vale
Casa quer fugir dos rótulos e propõe uma leitura própria da cozinha francesa, mais livre e afinada com o espírito do centro de São Paulo
Tem restaurantes que já nascem fazendo barulho e dominando as redes. O Le Freak, no centro de São Paulo, é um deles. Instalado no térreo do Conjunto Zarvos, edifício modernista icônico projetado por Júlio Neves em 1958, o endereço tem fila desde o primeiro dia. Fomos conferir se toda essa fama vale mesmo.
Sem rodeios: vale a pena. A começar pela decoração, divertida na medida, com toalhas de mesa que chamam atenção logo de cara, um detalhe quase em desuso hoje, mas que aqui funciona. Não há excessos nem firulas, mas o ambiente é cheio de pontos de interesse, como as arandelas irreverentes e as louças que pedem um clique.

À mesa, que é o que realmente importa, a cozinha entrega. Comandada pelo chef chileno Juan Pablo Montes, a comida é bem executada, com técnica e pontos precisos, com liberdade criativa para não seguir à risca as receitas francesas, mas deixando claro o seu sotaque. É o caso do steak tartare com chips crocantes (R$ 52); do moules et frites, mexilhões no molho de vinho branco com batatas fritas sequinhas (R$ 64); ou da versão gratinada na manteiga de ervas (R$ 56). Para compartilhar, a generosa porção de camarões à provençal (R$ 116) é aposta certeira.
Entre os pratos para duas pessoas, há opções como o linguado au beurre blanc (R$ 110), o Denver steak au poivre (R$ 120) e a coxa de pato com molho glace de canard (R$ 115). Nos individuais, bem servidos, o clássico steak and fries, com filé mignon e escolha de molhos como poivre, béarnaise, demi glace ou mostarda (R$ 90), e o arroz de pato com aioli de limão (R$ 105) são ótimas pedidas. Para quem prefere algo mais informal, o hambúrguer da casa, feito com wagyu no pão brioche, american cheese e molho especial, servido com fritas ou salada (R$ 72), resolve sem esforço.

Para finalizar, as sobremesas roubam a cena. Mousse de chocolate intenso com azeite e flor de sal (R$ 34), pera ao vinho com creme de mascarpone (R$ 48) e ovos nevados com creme inglês, frutas vermelhas e amêndoas (R$ 44) fecham a experiência com chave de ouro.
O atendimento acompanha o conjunto: cordial, atencioso e na medida certa. Presente sem ser invasivo. Para uma casa recém-aberta, já funciona em sintonia com o ritmo do salão.

Até o fim de 2026, o restaurante deve ganhar o Caveau, bar no subsolo com carta própria e programação de discotecagem.
Por trás do Le Freak, está um time de sócios que agitam e provam mais uma vez que entendem da cena paulistana: Franco Frugiuele e Saulo Henrique, do grupo Heavy Love e Heavy House, Felipe Scarpa e Caio Saad, à frente de casas como Botanikafé e City Lights, e Ceah Pagotto, ligado ao Brim, Matiz e Caso Bar.
Le Freak: Av. São Luís, 282 - Centro - São Paulo - SP / Funcionamento: terça a sexta, das 19h às 23h30; sábado, das 12h às 17h e das 19h às 23h30; domingo, das 12h às 17h / Reservas via site Get In.


