Air New Zealand terá beliches na classe econômica para voos de 17 horas

Cápsulas privativas chamadas de "Skynest" ficarão entre a econômica e a econômica premium em aeronaves que operarão voos entre Nova Zelândia e Nova York

Saulo Tafarelo, do Viagem & Gastronomia
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Passageiros da classe econômica da Air New Zealand poderão, em breve, descansar em cápsulas totalmente reclináveis organizadas em formato de beliche.

Inéditos na aviação comercial, os assentos privativos batizados de "Skynest" — expressão que remete a algo como "ninho no céu" — estarão disponíveis nos novos aviões Boeing 787-9 Dreamliner da companhia. As aeronaves operarão voos de longa distância entre Auckland, na Nova Zelândia, e Nova York, nos Estados Unidos, em viagens diretas que podem durar 17 horas.

Ao todo, seis unidades da cápsula estarão posicionadas entre as cabines das classes econômica e econômica premium. Segundo a companhia aérea, os clientes terão a oportunidade de se espreguiçar, deitar e "descansar de verdade" por algumas horas.

Os assentos poderão ser reservados a partir de 18 de maio, enquanto as rotas com as novas aeronaves devem começar a operar em novembro.

Como os beliches funcionarão

O uso dos beliches será feito por um tempo limitado de quatro horas. As sessões são programadas fora do horário das refeições, e cada passageiro pode reservar uma sessão por voo.

De acordo com a Air New Zealand, as sessões foram pensadas em torno dos ciclos naturais do sono para permitir tempo de acomodação, descanso e despertar gradual.

As sessões serão pagas à parte, custando a partir de 495 dólares neozelandeses (cerca de R$ 1.450).

Apenas clientes acima de 15 anos que tenham reservado um assento na econômica ou na econômica premium nas rotas operadas pelos novos aviões serão elegíveis para comprar uma sessão nos assentos privativos.

"O 'Skynest' proporciona um descanso longe de sua poltrona comum. É uma ótima maneira de fazer uma pausa durante a viagem e ter a possibilidade de se deitar completamente", informa o site da companhia aérea.

Os módulos "Skynest" serão equipados com:

  • Cápsula de descanso com colchão reclinável. A cápsula mede 2 metros de comprimento, 64 cm na altura dos ombros e 41 cm na região dos pés;
  • Roupa de cama com travesseiro, lençóis e cobertor, que serão trocados entre sessões;
  • Cortina de privacidade;
  • Iluminação ambiente adaptada para descanso e despertar;
  • Compartimento pessoal e carregamento (USB-A e USB-C);
  • Luz de leitura e saída de ventilação;
  • Botão de chamada da tripulação e cinto de segurança;
  • Kit com máscara de olhos, tampões de ouvido, meias e produtos de skincare.

A companhia ressalta que o projeto foi desenvolvido ao longo de vários anos e testado com mais de 200 clientes. Entre cada sessão, a tripulação de cabine irá trocar os travesseiros, lençóis e cobertores.

"Para um país tão remoto quanto a Nova Zelândia, a jornada importa. O turismo é uma indústria de 46 bilhões de dólares neozelandezes [cerca de R$ 135 bilhões], mas o crescimento depende da disposição dos viajantes em passar longas horas no ar para chegar até aqui. O 'Skynest' foi projetado para tornar isso mais fácil", disse em comunicado Nikhil Ravishankar, CEO da Air New Zealand.

Sofá na classe econômica

A Air New Zealand já oferece assentos "Skycouch" na classe econômica em voos de longa distância. Em aeronaves Boeing 777-300ER e 787-9, algumas fileiras de assentos podem ser transformadas em um espaço semelhante a um sofá.

As poltronas possuem apoio ajustável para as pernas que atinge um ângulo de até 90 graus. A companhia detalha que uma poltrona mede 1,55 m de comprimento por 74 cm de largura. Também são oferecidos itens de roupa de cama extra e forro para o assento.

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