Cinco lugares para comer coxinha em Curitiba

Começando pela ponta ou pela base, não importa: a coxinha é unanimidade nacional; confira onde comer as melhores da capital paranaense segundo a colunista Caroline Grimm

Coxinhas da Padaria Guarani são ótimas para serem compradas em dúzias
Coxinhas da Padaria Guarani são ótimas para serem compradas em dúzias Divulgação

Caroline Grimmcolaboração para o Viagem & Gastronomia Curitiba, Paraná

Presente em quase todo o território nacional, a coxinha, que é a rainha das estufas das lanchonetes e padarias, tem sua origem incerta.

A primeira referência a algo similar à nossa coxinha aparece no livro do chef francês Marie-Antoine Carême, conhecido como o “rei dos chefs e chef dos reis”. A publicação de 1844 fala do croquette de poulet, um croquete de frango moldado em forma de pera.

Há também algumas outras teorias sobre o surgimento do quitute já em terras brasileiras.

Teorias da coxinha no Brasil

O pesquisador Câmara Cascudo, em sua obra “Antologia da Alimentação no Brasil”, defende que a coxinha surgiu no século 19, na região da Grande São Paulo, durante a industrialização.

Ela teria sido criada para ser vendida como substituto mais barato e mais durável do que as tradicionais coxas de galinha que eram vendidas nas portas de fábricas.

A teoria mais interessante, mas pouco convincente, é a de que a coxinha teria sido criada em Limeira, também no século 19. Conta a lenda que a nobreza imperial escondia um menino na Fazenda Morro Azul. Ele seria filho da Princesa Isabel, herdeira do Império do Brasil, e do Conde d’Eu, e seria mantido longe da corte porque tinha deficiência intelectual.

Essa criança seria muito “chata” para comer, e só comia coxas de galinha. Um dia, não tendo o número suficiente de coxas de frango para o menino, a cozinheira da fazenda resolveu transformar uma galinhada inteira em coxas. Ela preparou uma massa de batatas, desfiou o frango e recriou uma coxinha de galinha. O filho da princesa amou o quitute e passou a pedir apenas pela tal “coxinha de galinha”.

O prato ficou famoso e até a imperatriz Teresa Cristina teria ido a Limeira para experimentar o salgado adorado pelo neto. Gostou tanto que solicitou que a receita fosse fornecida ao mestre da cozinha imperial, no Rio de Janeiro.

Na década de 1970, em Belo Horizonte, foi incorporado ao salgado o recheio de requeijão cremoso, formando a versão atual da nossa típica comida de rua.

Seja em Limeira, no Rio ou em Belo Horizonte, fato é que deliciosas coxinhas também podem ser encontradas em estabelecimentos pela capital paranaense.

A seguir, listo cinco lugares para experimentar excelentes coxinhas em Curitiba.

Lanchonete do Terminal do Carmo

Coxinha da Lanchonete do Terminal do Carmo
Coxinha da Lanchonete do Terminal do Carmo é bem úmida e vem com muito requeijão cremoso / Caroline Grimm

A coxinha da pequena lanchonete de terminal de ônibus, que já tem mais de 30 anos, ficou famosa após vencer uma enquete realizada pela Urbanização de Curitiba (Urbs), sendo eleita, no início de 2023, como o melhor salgado dos terminais da capital.

Por ter muita procura, é frita a toda hora, não permanecendo muito tempo na estufa, garantindo estar sempre quentinha e crocante por fora. Tem uma massa macia, boa proporção entre massa e recheio, recheio úmido e bem temperado e muito requeijão cremoso separado do recheio. É grande, quase uma refeição.

Não é necessário entrar no terminal para experimentar a coxinha, já que há uma entrada pela parte de fora. Sai por R$ 7.

Lanchonete Terminal do Carmo: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 8430 – Boqueirão, Curitiba – PR / Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 5h às 22h30h; sábados e domingos, das 5h às 21h.

Bee.O Café

Coxinha da Bee.O, em Curitiba
Coxinha da Bee.O é empanada na farinha panko e tem massa de batata bem saborosa com recheio cremoso de frango / Caroline Grimm

O café, inaugurado há poucos meses, tem uma coxinha empanada na farinha panko, massa de batata bem saborosa e um recheio cremoso de frango, com o requeijão separado do recheio. Tem mais recheio do que massa.

É um pouco menor do que o tamanho tradicional, o que nos permite experimentar mais alguma delícia do menu. Sai por R$ 11.

Bee.O Café: Rua Jacarezinho, 636 – Mercês, Curitiba – PR / Tel.: (41) 3023-4808 (WhatsApp) / Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h; sábado, das 10h às 16h / Aceita encomendas.

Coxinha do Chris

Coxinha do Chris, em Curitiba
Coxinha do Chris é proveniente de produção artesanal / Caroline Grimm

Autointitulada como “a melhor coxinha das galáxias”, leva somente leite, batata, manteiga, farinha premium, peito de frango, molho italiano, tempero caseiro e farinha panko. A massa leva 80% de batata, e a produção é toda artesanal, diária e limitada. O requeijão é misturado ao recheio. São muito crocantes por serem empanadas na farinha panko.

Como são fritas pouco antes do horário agendado para retirada, estão sempre quentinhas. Vêm embrulhadas individualmente em um charmoso papel colorido em forma de bombom. A de 75 g sai por R$ 9 e a de 150g sai por R$ 17.

Coxinha do Chris: somente sob encomenda pelo link de WhatsApp. 

Padaria Guarani

Coxinha da Padaria Guarani
Coxinha da Guarani vem em tamanho menor do que o padrão / Divulgação

A tradicional padaria de Curitiba faz uma coxinha em um tamanho um pouco maior do que o para festa, mas muito menor do que o tamanho tradicional, ótima para ser devorada em dúzias. É muito bem temperada, com a massa macia e bastante frango. Sai por R$ 2,75.

Padaria Guarani: Rua Chichorro Júnior, 442 – Cabral, Curitiba – PR / Tel.: (41) 3057-0733 / Horário de funcionamento: todos os dias, das 7h às 21h30 / Aceita encomendas.

Jauense Panificadora e Confeitaria

Coxinha da Jauense
Coxinha da Jauense tem recheio um pouco mais sequinho, mas com bastante requeijão cremoso / Caroline Grimm

De tamanho um pouco menor, a coxinha da Jauense do Água Verde tem uma massa saborosa, recheio um pouco mais sequinho, mas lotada de requeijão bem cremoso, separado do recheio. Por ter muita saída, está sempre quentinha e crocante. Sai por R$ 9,70.

Jauense Panificadora e Confeitaria: Rua Dom Pedro I, 433 – Água Verde, Curitiba – PR / Tel.: (41) 3027-1220;  WhatsApp: (41) 9644-9035 / Aberto de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 21h30; sábado e domingo e feriados, das 7h às 21h30 / Aceita encomendas.

*Os textos publicados pelos Insiders e Colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do CNN Viagem & Gastronomia.

Sobre Caroline Grimm

A criadora de conteúdo gastronômico Caroline Grimm / Caroline Grimm

Curitibana, médica de formação e gastrônoma de coração, Caroline Grimm também é criadora de conteúdo e acumula milhares de seguidores nas redes sociais. Como ela mesma descreve, vive para cozinhar, comer, beber e viajar – não necessariamente nesta ordem, mas sempre em busca das melhores experiências.