Como visitar os complexos dos Grand Slams de tênis fora da temporada
Endereços que sediam Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open oferecem tours, museus e quadras para aluguel ao longo do ano

Fãs de tênis, uni-vos: chegou ao fim a temporada de Grand Slams de 2026, encerrada no domingo (13) com a decisão do US Open. Agora, os quatro maiores torneios do circuito só voltam em 2027, começando pelo Australian Open, em meados de janeiro. Na sequência, vêm Roland Garros, no fim de maio; Wimbledon, entre junho e julho; e, por fim, o US Open novamente, entre o fim de agosto e setembro.
Para matar a saudade e experimentar um pouco da atmosfera dos grandes torneios fora da temporada, os complexos que sediam os campeonatos mantêm suas portas abertas. É possível alugar quadras, visitar museus e participar de visitas guiadas que revelam espaços normalmente restritos ao público. De um jeito ou de outro, é possível conhecer os templos do tênis por uma perspectiva mais próxima à dos próprios jogadores.
A seguir, confira como visitar cada um dos quatro complexos e o que eles oferecem ao público:
Australian Open - Austrália

Primeiro Grand Slam do calendário anual do tênis, o Australian Open toma conta, a partir de meados de janeiro, do Melbourne Park, complexo localizado em Melbourne, a cidade mais populosa da Austrália. Ao todo, são 39 quadras no local: 33 de piso duro e seis de saibro.
Os tours são oferecidos pela Tennis World, uma rede de centros de tênis espalhados pelo país. São duas experiências: uma voltada aos bastidores do torneio e outra para quem, além de conhecer o complexo, também deseja ter a oportunidade de jogar. Ambas duram até 1h15 e partem de AU$ 35 (cerca de R$ 128).
O primeiro passeio inclui acesso aos vestiários, ao espaço de alimentação dos jogadores e à área que celebra os campeões do torneio. Os participantes também podem se sentar em um camarote com vista para a Rod Laver Arena, a principal arena do complexo. Já o segundo, batizado de "Tennis Lovers Tour", começa na Margaret Court Arena, com 7,5 mil lugares, e segue até o centro de treinamento de tenistas profissionais. Ali, os visitantes conhecem o trabalho de especialistas que preparam e ajustam as raquetes dos atletas. O passeio inclui 30 minutos em uma quadra externa e o empréstimo de uma raquete.
Quem quiser jogar como um tenista profissional, a Tennis World oferece aluguel de quadras externas a partir de AU$ 35 (cerca de R$ 128) por hora, em horários fora de pico, além de opções cobertas e quadras mais disputadas.
Roland Garros - França

Em Paris, o tour guiado pelo Stade Roland Garros permite conhecer de perto um dos templos do tênis mundial. O complexo, que fica no oeste da capital, no 16º arrondissement, foi construído em 1928 e passou por importantes modernizações, especialmente a quadra Philippe-Chatrier, a principal do torneio. Ao longo do tour guiado de 1h30, é possível conhecer a história do Grand Slam francês, admirar a vista panorâmica do complexo e ver de perto troféus e pôsteres históricos.
O percurso passa pelos vestiários, pela sala de imprensa e pelo corredor que leva à Philippe-Chatrier, decorado com os nomes de algumas das maiores lendas do esporte. O tour percorre ainda o Jardin des Mousquetaires, dedicado a quatro tenistas franceses: Henri Cochet, René Lacoste, Jean Borotra e Jacques Brugnon. Também há o Tenniseum, com uma galeria dedicada à história do tênis, aos grandes nomes, aos avanços tecnológicos e ao legado do esporte.
O passeio custa €21 (cerca de R$ 124) para adultos e €12 (R$ 71) para menores de 18 anos.
Wimbledon - Inglaterra
Disputado desde 1877, Wimbledon é o torneio de tênis mais antigo do mundo. As partidas ocorrem no All England Lawn Tennis Club, no sudoeste de Londres, onde ficam as famosas quadras de grama natural. O complexo pode ser visitado mesmo fora das duas semanas do Grand Slam, que ocorrem entre junho e julho.
Apesar de não alugar as quadras para o público externo, o local recebe visitantes para passeios guiados e visitas ao museu. O "Museum and Tour" dura cerca de 1h30 e percorre as dependências do complexo com um guia credenciado, incluindo uma visita à quadra central e acesso ao Wimbledon Lawn Tennis Museum, que reúne troféus, vestimentas esportivas da era Vitoriana e itens doados pelos melhores atletas do mundo.
O ingresso custa £32 (cerca de R$ 222) para adultos e £22 (R$ 153) para crianças entre 5 e 15 anos. Quem deseja visitar somente o museu, a entrada sai por £20 (R$ 139) para adultos e £10 (R$ 70) para crianças.
US Open - Estados Unidos

Último Grand Slam do ano, o US Open é sediado no USTA Billie Jean King National Tennis Center, complexo localizado no distrito de Queens, fora de Manhattan, em Nova York. Para aqueles que sentem saudades da agitação do campeonato, há tours guiados pelo local entre o fim de setembro e o fim de julho, com interrupção durante o US Open e o período de preparação para o torneio.
Com cerca de uma hora de duração, a visita guiada inclui passagens pelo Louis Armstrong Stadium, pelo Grandstand e pelas quadras externas. Atualmente, o Arthur Ashe Stadium, onde fica a principal quadra, está inacessível. Os ingressos custam US$ 40 (cerca de R$ 207) para adultos a partir de 16 anos e US$ 20 (R$ 103) para crianças de 5 a 15 anos.
Para quem deseja jogar, o complexo também oferece aluguel de quadras rápidas ao público. As reservas podem ser feitas fora do período de preparação e realização do US Open, com preços a partir de US$ 42 (cerca de R$ 217) por hora para as quadras externas. As quadras abertas comportam até quatro jogadores e as reservas devem ser feitas pelos canais oficiais da USTA.


