Conheça o refúgio no Pantanal escolhido por DiCaprio em viagem ao Brasil
No Mato Grosso do Sul, destino une turismo de luxo, gastronomia regional e ações diretas de conservação ambiental

O refúgio ecológico Caiman, no Pantanal, no Mato Grosso do Sul, é famoso pelas ações de conservação ambiental. Em 2025, a iniciativa foi premiada no Pure Awards, no Marrocos, pelo projeto de regeneração da fauna e da flora pantaneiras após os devastadores incêndios na região. Nesta semana, Leonardo DiCaprio visitou o local para conhecer mais sobre a iniciativa.
A visita fez parte de uma expedição do ator por três dos ecossistemas mais importantes e ameaçados do Brasil: a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado. Ele também participou de uma homenagem ao cacique Raoni Metuktire. A informação foi confirmada pela Re:wild, organização ambiental fundada pelo próprio DiCaprio.
Conheça o refúgio ecológico Caiman
O refúgio, que celebrou 40 anos em 2025, fica no município de Miranda (MS), a cerca de 200 km de Campo Grande e a 180 km de Bonito, ocupando o que já foi uma estância inglesa.
Roberto Klabin, fundador da Caiman, assumiu a área em 1985 e iniciou um projeto de manejo sustentável. Ele entendeu que a pecuária extensiva poderia ser integrada à natureza em campos de pastagem naturais e artificiais. Além disso, dos 53 mil hectares, 5.600 são Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), o que garante a preservação perpétua do bioma.
Inspirado no Delta do Okavango, no Botsuana, o destino adotou uma estratégia de turismo de baixo impacto e alto valor, com número limitado de visitantes, lodges integrados à paisagem e receitas revertidas para a proteção ambiental e para as comunidades locais. Para Klabin, o turismo é uma chave para a conservação do bioma.
Acomodações
A propriedade também tem hospedagens à disposição: a Casa Caiman, pousada principal com 18 suítes, e duas villas privativas, a Baiazinha, com seis suítes, e a Cordilheira, com sete bangalôs independentes.
A Casa Caiman une a antiga sede da fazenda à casa do proprietário. As suítes têm metragens de, no mínimo, 45 m² e contam com varanda.
A villa privativa Baiazinha fica em um local mais remoto dentro da propriedade e conta com deque e piscina. O espaço é fechado para grupos de até 12 pessoas, oferecendo mais privacidade e exclusividade.
Já a Cordilheira foi inaugurada neste ano e Daniela Filomeno, apresentadora do CNN Viagem & Gastronomia, foi a primeira a se hospedar na nova acomodação. Trata-se da villa mais exclusiva da fazenda, com estrutura que inclui sete bangalôs independentes, com piscina privativa, deque, bar, sala de TV e espaços dedicados ao bem-estar.
Construída diante de uma área de mata de cordilheira, formação característica do Pantanal em que a vegetação mais alta emerge como uma espécie de ilha verde em meio à planície alagável, a Cordilheira tem uma arquitetura que dialoga com a paisagem, privilegiando estruturas suspensas e materiais naturais. A Cordilheira acomoda grupos de até 16 pessoas.
Vale destacar que a Caiman ainda proporciona experiências personalizadas com guias bilíngues e veículos que acompanham os hóspedes nas atividades, que abrangem safáris, trilhas, canoagem e focagem noturna, proporcionando uma imersão profunda no ritmo do Pantanal com conforto e privacidade.

Gastronomia local
A gastronomia na Caiman é inspirada na cozinha das casas brasileiras e valoriza receitas típicas de várias partes do país. Alguns clássicos da região são a chipa, o arroz carreteiro, o caldo de piranha, o pacu na brasa e a sopa paraguaia.
A hospedagem na Caiman inclui pensão completa, com café da manhã, almoço, jantar, lanches e bebidas durante as refeições.
Conservação ambiental
A estadia apoia diretamente projetos como o Onçafari, que luta pela conservação das onças-pintadas, e o Instituto Arara Azul, que monitora e ajuda no aumento da população de araras-azuis. O refúgio ainda oferece oportunidades de emprego para moradores da região e realiza eventos focados na cultura pantaneira.


