Cidades de montanha no Sudeste: veja destinos para escapar nos feriados
De destinos clássicos a localidades menos conhecidas, confira opções em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo para desacelerar e aproveitar dias de folga

As cidades de montanha do Sudeste são boas opções para quem busca temperaturas agradáveis, paisagens verdejantes e uma atmosfera bucólica nos feriados. Entre destinos já conhecidos, como Campos do Jordão (SP), e alternativas serranas que merecem entrar no radar, como as Montanhas Capixabas e Carrancas (MG), a região reúne locais que convidam a desacelerar.
Os feriados são oportunidades para viagens curtas. Segundo levantamento do Airbnb com a MindMiners, 64% dos entrevistados fizeram estadias de até quatro noites, enquanto relaxar e fugir da rotina aparece como a principal motivação. Nesse contexto, o Sudeste é a região mais desejada pelos viajantes para feriados, com 34% das preferências. Feita em junho, a pesquisa ouviu mil pessoas de 25 a 45 anos, das classes A, B e C, que já viajaram ou pretendem viajar em grupo ou com a família nos feriados de 2026.
A seguir, confira uma seleção de cidades de montanha no Sudeste para colocar no radar e se inspirar para os próximos feriados. São roteiros que unem descanso e ecoturismo e que servem de convite para conhecer alguns tesouros de São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo.
Destinos de montanha em São Paulo
Campos do Jordão

Município com a sede urbana mais alta do país, Campos do Jordão fica a cerca de 170 km da capital paulista e abriga um concorrido centrinho, a Vila Capivari, com arquitetura que remete a países da Europa. A área é repleta de bares, como o famoso Baden Baden, e restaurantes. Visitantes encontram ainda lojas de malhas e chocolaterias locais, como a Chocolate Montanhês e a Bruno Alves.
No Parque Capivari, turistas podem passear no teleférico que passa entre a cidade e o Morro do Elefante. Já o Parque Amantikir é rodeado por extenso gramado, flores e lagos. É nele que está localizado o maior labirinto de grama do Brasil. São mais de 700 espécies de plantas de vários países, como Austrália, Alemanha, Inglaterra e Japão, ao longo dos 60 mil m².
Outros passeios indicados para a família incluem o Palácio Boa Vista, a residência de inverno do governador do estado; o Horto Florestal, com trilhas, aluguel de bikes, tirolesas e pedalinho; o passeio de bondinho; o Parque Tarundu, com atrações que vão de tirolesa, arco e flecha, boia cross, teleférico a patinação no gelo; e o museu Carde, repleto de carros e itens de design, arte e educação. As hospedagens também capricham: entre as várias opções, há o Ort Hotel, o Hotel Toriba, o Botanique e o Bendito Cacao, para destacar alguns.
Santo Antônio do Pinhal

Também a cerca de 170 km da capital paulista, Santo Antônio do Pinhal agrada tanto esportistas quanto amantes da enogastronomia. A cidade oferece trilhas, locais para voo de asa-delta e parapente, além de ser porta de entrada para as delícias da Serra da Mantiqueira em um roteiro que abrange restaurantes, vinícolas e fazendas de azeite.
Entre as opções nos arredores aparecem a Queijaria do Jordão, o Espaço Essenza Vinícola Boutique e a fazenda do Azeite Sabiá, que agora conta com pizzaria caprichada assinada pelo pizzaiolo Dani Branca e carta de vinhos por Cássia Campos. No centro, há o restaurante Donna Pinha, que se tornou um dos mais requisitados. Outros atrativos nas redondezas incluem o Pico do Agudo, com vistas privilegiadas em 360º; a tradicional Pedra do Baú; assim como a Igreja Matriz, os mirantes e a fonte de Santo Antônio, com bica de água fresca.
São Bento do Sapucaí

Vizinha de Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí é uma alternativa ainda mais tranquila na Mantiqueira. Com cerca de 12 mil habitantes e relevo montanhoso, a cidade tem um centro de ruas tranquilas e praças agradáveis. Um dos grandes cartões-postais da região é a Pedra do Baú, formação rochosa de quase 2 mil metros de altitude que integra um monumento natural estadual. Pode ser contemplada de diferentes pontos e percorrida em trilhas de níveis variados. Para quem prefere um passeio mais contemplativo, o Belvedere do Serrano tem uma vista panorâmica do vale e das montanhas.
Uma parada sofisticada é a Oliq, que combina o cultivo de oliveiras com experiências de turismo rural: é possível entender o processo de produção e participar de degustações de azeite, além de almoçar no restaurante. Para completar, o município é atravessado por roteiros que conectam diferentes experiências, incluindo o Caminho da Fé e circuitos ligados à produção de vinhos.
São Francisco Xavier
A cerca de três horas de carro de São Paulo, São Francisco Xavier é um distrito de São José dos Campos que guarda uma das atmosferas mais mansas da Mantiqueira. A pouco menos de 55 km do centro de São José, o destino está em uma região de fortes declives e grandes altitudes, protegida por uma Área de Proteção Ambiental (APA).
Há trilhas para caminhadas e mountain bike, além de pontos para voo livre e parapente. Entre os principais passeios das redondezas estão o Mirante da Pedra de São Francisco, a Toca do Muriqui e o Pico Focinho d’Anta. Para quem busca um desafio maior, o Pico do Selado passa os 2 mil metros e fica na divisa com Minas Gerais e Joanópolis, oferecendo vistas panorâmicas das montanhas e do Vale do Paraíba.
As cachoeiras também fazem parte do roteiro, com destaque para a Pedro David, de acesso mais fácil, e a do Roncador, que tem uma queda de cerca de 45 metros e poço para banho. No centrinho, há restaurantes e lojas de artesanato. A gastronomia mantém o sabor da roça, com ingredientes como pinhão e pratos tradicionais como o bolinho caipira.
Cunha

A cerca de 230 km de São Paulo, Cunha reúne pousadas charmosas que valem o pernoite, assim como restaurantes e atrações espalhadas entre o centro e a estrada que leva a Paraty. O município fica entre as serras do Mar e da Bocaina, com altitude média de cerca de 1.100 metros. Para quem gosta de natureza e trilhas, ali há o acesso ao Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, que preserva trechos de Mata Atlântica e oferece trilhas como a do Rio Paraibuna, Rio Bonito e das Cachoeiras. A Cachoeira do Pimenta também está entre os atrativos naturais da região. Outro destaque é o mirante da Pedra da Macela, a 1.840 metros de altitude, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
A cidade reúne dezenas de ateliês onde é possível conhecer e comprar peças produzidas localmente. Outro dos pontos que mais atrai visitantes é o Lavandário, plantação de lavanda no alto de uma montanha que também fabrica produtos relacionados ao universo de ervas aromáticas e oferece visitas guiadas. Aliando natureza e gastronomia, O Olival é um sítio com plantação de oliveiras às margens da estrada Cunha–Paraty com experiências voltadas ao mundo do azeite.
Serra Negra

No coração do Circuito das Águas Paulista, Serra Negra está a 150 km de São Paulo e a 900 metros de altitude. As diversas fontes de água mineral impulsionam o turismo na cidade desde a década de 1940. Hoje, Serra Negra se destaca pelo turismo rural e pelo plantio do café, fazendo parte da "Rota Circuito das Águas Paulista", rota de café que promove fazendas e endereços ligados ao grão.
O centrinho de Serra Negra é compacto, arborizado e convida a caminhadas. Ali se concentram lojas de malhas, cafeterias, empórios e adegas, além de restaurantes que servem culinária do interior e italiana. Também há atividades ao ar livre, como passeios de teleférico, trilhas leves e mirantes com vistas das montanhas. Um dos mais visitados é o Alto da Serra, a 1.300 metros de altitude, de onde aventureiros se arriscam em voos de parapente. Outro mirante muito conhecido é o Cristo. Entre seus pontos turísticos mais visitados está a "Fontana de Trevi", monumento que buscou ser uma réplica, em proporções menores, do conhecido ponto romano.
Destinos de montanha em Minas Gerais
Monte Verde

Escondida nas montanhas da Serra da Mantiqueira, Monte Verde é uma charmosa vila mineira a 1.500 metros de altitude. É, na verdade, um distrito da cidade de Camanducaia e combina clima romântico, paisagens naturais, hospedagens aconchegantes e gastronomia. O centrinho, cortado pela Avenida Principal, reúne as atividades comerciais. Com cerca de 1 km, concentra restaurantes, lojas e os serviços do distrito.
Ali ficam a Galeria Suíça, o Shopping Center Celeiro e a Vila Europa. Em cada uma das galerias há lojas de roupas, de artesanato, cachaçarias e chocolaterias. Quando o assunto é chocolate, são várias opções para escolher e provar - a Gressoney Chocolates e a Sabor Chocolate são duas das mais tradicionais. Já os cervejeiros encontram o Arsenal da Cerveja e a Fritz cervejaria.
Monte Verde também oferece trilhas em meio à mata nativa, como a do Pico do Selado, da Pedra Redonda e da Pedra Partida. Passeios de quadriciclo, cavalgadas e arvorismo também são pedidas por lá. Vale lembrar que, neste ano, o distrito passou a cobrar uma taxa ambiental dos visitantes.
Gonçalves
No sul de Minas, a cerca de 190 km de São Paulo e a mais de 400 km de Belo Horizonte, Gonçalves é uma das pérolas da Mantiqueira. Com pouco mais de quatro mil habitantes, é um destino acolhedor e repleto de sossego, com trilhas, cachoeiras e delícias da cozinha mineira.
Para quem gosta de trilhas, há opções de diferentes níveis de dificuldade. A trilha da Pedra do Cruzeiro leva a um mirante com vista de 360º para o vale, enquanto a Pedra do Forno, a quase dois mil metros, é uma das caminhadas mais procuradas da região e exige mais preparo físico. A cidade também é cercada por cachoeiras, como a Sete Quedas, que reúne diversas quedas e piscinas naturais, e a dos Henriques, formada por uma sequência de quedas. Agências de ecoturismo locais podem ajudar na organização dos passeios e no acompanhamento por guias.
Entre uma aventura e outra, vale reservar tempo para conhecer as pousadas charmosas espalhadas pela região, os ateliês de artesanato e a gastronomia mineira. Outro endereço que merece entrar no roteiro é o Alambique Três Barras, que produz artesanalmente cachaça desde a década de 1950.
Serra da Canastra

A Serra da Canastra é uma região de natureza que reúne seis municípios: São João Batista do Glória, São Roque de Minas, Vargem Bonita, Sacramento, Delfinópolis e Capitólio, que possuem paisagens e perfis turísticos variados. Alguns deles ficam em áreas serranas e são boas opções para quem busca experiências de montanha; outros funcionam como portas de entrada para explorar o parque e seus atrativos naturais.
O Parque Nacional da Serra da Canastra é um dos principais polos de ecoturismo do país, com trilhas, mais de 150 cachoeiras e a nascente histórica do Rio São Francisco. Outros destaques são a cachoeira dos Rolinhos, a maior da Canastra, com aproximadamente 300 metros de altura, e a Casca D'Anta, cuja queda livre chega a 186 metros. Entre abril e setembro, o céu limpo e a baixa incidência de chuvas também favorecem experiências de astroturismo.
A viagem ainda pode ser complementada pela gastronomia local. A região é berço do Queijo Minas Artesanal, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial pela Unesco desde 2024. Já Delfinópolis, um dos municípios que compõem a Canastra, está entre os destinos brasileiros que disputam o prêmio Melhores Vilas Turísticas de 2026, promovido pela ONU Turismo.
Destinos de montanha no Rio de Janeiro
Petrópolis

Antigo refúgio da família imperial brasileira, Petrópolis se destaca na Serra Fluminense com casarões, museus e centro histórico, sendo entrada para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com ecoturismo e cenários pitorescos. A cerca de 65 km do Rio, a cidade tem alguns cartões-postais que incluem a Catedral São Pedro de Alcântara, o Palácio de Cristal e o Museu Imperial. Também é lar do distrito de Itaipava, um dos destinos favoritos dos cariocas, reduto de bons restaurantes e de vistas para as montanhas.
Para os que não dispensam uma boa cervejinha, a cidade foi reconhecida por lei como Berço Imperial da Cerveja, que reconhece a importância histórica do município na produção da bebida. Junto de Teresópolis e Guapimirim, Petrópolis faz parte da Rota Cervejeira. Petrópolis é lar da Casa de Santos Dumont, antiga residência de verão do inventor, e do Vale do Amor, santuário a céu aberto voltado à espiritualidade, meditação e contemplação. Entre as opções de hospedagem estão o Solar do Império, que ocupa palacetes tombados pelo Iphan, e a Casa Marambaia, em Corrêas, em um casarão de 1947 cercado por jardins projetados por Burle Marx.
Teresópolis

A cerca de 96 km da capital fluminense, Teresópolis é um dos destinos de montanha mais tradicionais do estado. Cercada pelas formações da Serra dos Órgãos, a cidade tem na natureza seu grande cartão de visitas e detém o título de Capital Nacional do Montanhismo. No Parque Nacional da Serra dos Órgãos estão algumas das paisagens mais emblemáticas do Rio, incluindo o Dedo de Deus e a Pedra do Sino.
A cidade merece ser descoberta sem pressa, entre o centro, restaurantes, lojas e atrativos como a Feirinha do Alto. No entorno, o Circuito Terê-Fri, estrada que liga Teresópolis a Nova Friburgo, reúne paisagens rurais e produtores locais.
Recentemente, a localidade ganhou uma sofisticada parada para os amantes de vinho: inaugurada no fim de 2025, a Vinícola Maturano ocupa uma área entre montanhas e vinhedos e oferece tours, experiências sensoriais e o restaurante Origens. A arquitetura do complexo é "cinematográfica" e acompanha o relevo da serra.
Visconde de Mauá
Na Serra Fluminense, Visconde de Mauá reúne cachoeiras e trilhas, além de um centrinho charmoso com construções rústicas. A cerca de 230 km do Rio, a localidade é um distrito da cidade de Resende, na divisa com Minas.
Entre os pontos turísticos mais conhecidos está a Cachoeira do Escorrega, a cerca de 2 km da Vila da Maromba, com um escorregador natural que deságua em uma piscina natural, dentro do Parque Nacional do Itatiaia. Próximo à cachoeira fica o Poção da Maromba, um poço de água transparente com cerca de sete metros de profundidade. Para um toque de romantismo, a Pousada Mauá Brasil é exclusiva para casais e, em um terreno de mais de 150 mil m², abraça a natureza com matas nativas, jardins e até olival.
Nova Friburgo

Colonizada por suíços e com toda a beleza da Mata Atlântica ao redor, a cidade é dona de paisagens únicas: mirantes naturais, cachoeiras, trilhas, rios, riachos, reservas ambientais e formações rochosas. Vale passar pela Pedra do Cão Sentado e pelo Pico da Caledônia.
A arquitetura local é simples, com um charme rústico. Já na gastronomia, percebe-se a herança dos colonizadores, com muitas casas de fondues e racletes. Outra cozinha que faz sucesso na cidade é a alemã, com as tradicionais carnes suínas acompanhadas de cervejas. De carro, são cerca de 140 km de viagem do Rio de Janeiro.
Penedo
A 170 km do Rio, Penedo é um charmoso distrito de Itatiaia, conhecido pela herança finlandesa e clima ameno. Rodeado por montanhas, o destino tem ruas de paralelepípedo e casinhas coloridas na Pequena Finlândia, distrito turístico que convida para passeios entre cafeterias, lojinhas de chocolates e restaurantes que servem desde trutas até pratos típicos da culinária escandinava. A famosa Casa do Papai Noel fica aberta o ano todo por ali.
Para quem deseja se conectar com a natureza, Penedo oferece opções como a Cachoeira de Deus, um dos cartões-postais da região, e a Três Cachoeiras, onde é possível tomar um banho em meio à mata preservada. Além das águas cristalinas, o destino conta com trilhas leves, passeios a cavalo e outras experiências ao ar livre.
Destinos de montanha no Espírito Santo
Montanhas Capixabas
Na serra do Espírito Santo, a Região Turística das Montanhas Capixabas reúne paisagens montanhosas e herança cultural da imigração europeia, especialmente italiana e alemã, presente na arquitetura, na gastronomia e nos costumes. O agroturismo é um dos destaques, com experiências em propriedades rurais, produção artesanal e culinária típica. O cenário favorece atividades como ecoturismo, aventura, caminhadas, ciclismo e contemplação da natureza. A região é formada por 10 municípios: Afonso Cláudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.
Nesse quadro, destaca-se Domingos Martins, a cerca de 60 km da capital Vitória, com clima ameno, fauna e flora de Mata Atlântica e artesanato. As maravilhas naturais são os grandes atrativos, com a Pedra Azul como a principal, uma formação rochosa monumental que protagoniza a paisagem. Hotéis e pousadas carregam charme serrano, proporcionando descanso e experiências rurais.
Destinos fora dos roteiros mais tradicionais
Para quem já conhece os destinos mais tradicionais de montanha, o Sudeste ainda guarda alternativas que combinam natureza, clima de serra, turismo rural e experiências gastronômicas. Em Minas Gerais, Carrancas é conhecida como a "terra das serras e cachoeiras", com dezenas de quedas d’água catalogadas, além de trilhas e mirantes. Entre os destaques estão os complexos da Zilda e da Toca e a Cachoeira da Fumaça. No centro, há a Praça Manoel Moreira e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
A cerca de 1.200 metros de altitude, Maria da Fé é uma das cidades mais frias do estado. A produção de azeite é um dos símbolos locais: foi no município que ocorreu a primeira extração de azeite do Brasil, em 2008. Por ali também fica a vinícola familiar Lorenzo. O Centro Cultural, na antiga estação, tem registros da história do município, além de uma locomotiva de 1918. A Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes reúne murais do italiano Pietro Gentilli.
Já São Lourenço combina clima serrano com o perfil de estância hidromineral. O Parque das Águas é um dos principais cartões-postais, enquanto o tradicional Trem das Águas leva os visitantes até Soledade de Minas em um passeio de Maria Fumaça. Para completar, a cidade pode ser ponto de partida para conhecer a produção de cafés especiais da Serra da Mantiqueira, além de guardar atrações históricas como a Basílica Menor de São Lourenço Mártir.
No estado de São Paulo, cidades pequenas aos pés ou nos arredores da Serra da Mantiqueira e da Serra da Bocaina oferecem experiências em que tranquilidade é palavra de ordem. Queluz, Bananal, Monteiro Lobato e Piquete têm em comum o ritmo interiorano e o contato com a natureza. Queluz, a cerca de três horas da capital paulista, preserva uma estação ferroviária do século XIX e tem opções de ecoturismo, como a Trilha do Guardião e a Cachoeira Marambaia.
Em Bananal, nos arredores da Serra da Bocaina, há cachoeiras, como a do Bracuí, e áreas do Parque Ecológico Bananal, assim como fazendas ligadas ao ciclo do café, como as fazendas Loanda e dos Coqueiros. Monteiro Lobato tem ligação com a literatura brasileira: um dos casarões serviu de inspiração para o universo do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato. O escritor é homenageado com um busto no centro e a cidade ainda reúne cachoeiras, igrejas e capelas históricas.
Já Piquete fica aos pés da Mantiqueira e aposta no ecoturismo e no turismo de aventura. O grande destaque é o Pico dos Marins, com 2.420 metros de altitude, além da Travessia Marins-Itaguaré, que percorre a divisa entre São Paulo e Minas.
Já no interior do Rio de Janeiro, cidades como Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes estão inseridas na região turística Caminhos da Serra, com montanhas, cachoeiras, trilhas, áreas rurais e patrimônio histórico.
Em Santa Maria Madalena, no Norte Fluminense, o destaque é o Parque Estadual do Desengano, parque mais antigo do estado e reconhecido como o primeiro Dark Sky Park da América Latina, com condições favoráveis para observação do céu noturno. No centro, a Igreja Matriz de Santa Maria Madalena e o Museu Dercy Gonçalves estão entre os pontos de interesse.
Vizinha, Trajano de Moraes abriga a Cachoeira Graças a Deus, em Sodrelândia, enquanto a Serra das Almas, com aproximadamente 1.300 metros de altitude, proporciona vistas panorâmicas. O município também oferece trilhas para mountain bike, cavalgadas, rafting e voo livre, além da Represa da Tapera.


