Roma começa a cobrar taxa para acesso à Fontana di Trevi

Cobrança de 2 euros vale para turistas que desejam se aproximar da fonte; acesso à praça ao redor continua gratuito

Alvise Armellini e Matteo Negri, da Reuters
Fontana di Trevi
Turistas precisam pagar 2 euros para se aproximar da Fontana di Trevi  • Unsplash
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Os turistas que desejam seguir a tradição de jogar uma moeda na Fontana di Trevi, em Roma, precisarão gastar um pouco mais a partir desta segunda-feira (2), com a nova taxa de visitante de 2 euros (cerca de R$ 12,44).

A cobrança, que tem como objetivo reduzir o turismo excessivo e ajudar a financiar a manutenção do monumento, aplica-se apenas aos visitantes que descerem as escadas de pedra para se aproximar da bacia da fonte.

A praça ao redor, que oferece vistas para o marco, permanece acessível gratuitamente.

A taxa será cobrada das 11h30 às 22h nos dias úteis e das 9h às 22h nos finais de semana. De acordo com as regras anunciadas em dezembro, os moradores de Roma estão isentos, assim como pessoas com deficiência e seus acompanhantes e crianças menores de 6 anos.

"Eu não sabia que tínhamos que pagar, mas não tenho problema com isso", disse a turista argentina Valentina De Vicentis, uma das afetadas pela nova taxa. Ela disse esperar que isso ajude a aliviar a superlotação.

"Tem menos gente aqui, então acho isso bom, porque senão fica muita gente e você não consegue tirar fotos nem ficar (por muito) tempo e aproveitar."

A Fontana di Trevi, onde a tradição dita que os visitantes joguem uma moeda na água para garantir seu retorno a Roma, é há muito tempo uma das atrações mais populares da cidade.

Ela é lembrada pela famosa cena do filme "La Dolce Vita", de Federico Fellini, em que Anita Ekberg entra na fonte e chama seu colega de elenco, Marcello Mastroianni, para se juntar a ela: "Marcello! Venha aqui!"

10 milhões de visitantes por ano

As autoridades afirmam que mais de 10 milhões de pessoas visitaram a fonte entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, período que coincidiu em grande parte com o Ano Santo Católico, ou Jubileu, que atraiu cerca de 33,5 milhões de peregrinos a Roma.

Alimentado por um antigo aqueduto romano e concluído em 1762, o monumento é uma obra-prima do final do Barroco que retrata Oceano, o deus de todas as águas, simbolizando os diferentes estados de ânimo dos mares e rios do mundo.

Com o turismo em expansão em Roma e em toda a Itália, taxas para visitantes têm sido introduzidas em um número crescente de pontos turísticos culturais.

Entre elas, estão o antigo Panteão de Roma, toda a cidade de Veneza durante a alta temporada turística e, temporariamente, o pátio em Verona com a varanda associada a "Romeu e Julieta", de Shakespeare.

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