Explosão solar flamejante gera tempestade em série em meio à missão Artemis
Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês) divulga alerta para tempestades geomagnéticas de nível 2 (moderado) entre hoje (2) e sábado (4)

Um dos riscos que os astronautas enfrentam fora da atmosfera da Terra é o efeito da radiação provocada por tempestades solares. E justo no início da missão Artemis II, que irá à orbita da Lua, um alerta de tempestades geomagnéticas foi emitido pelo menos até o próximo sábado (4).
Uma flamejante erupção solar foi observada por satélites da Nasa, o que gerou uma ejeção de massa coronal (EMC) que virá em direção à Terra.
Foi emitido um alerta de tempestade geomagnética entre hoje (2) e o próximo sábado (4) de nível G2, considerado moderado. A escala vai de G1 (menor) até G5 (extremo).
As informações foram divulgadas pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês), dos Estados Unidos.
Segundo o NOAA, os astronautas da Artemis II viajarão fora do escudo magnético protetor da Terra em uma região que uma tempestade solar pode gerar riscos à saúde e segurança. Veja a ilustração abaixo.

A Nasa informa que erupções solares são poderosas explosões de energia. Elas também podem afetar as comunicações de rádio, as redes elétricas e os sinais de navegação, além de gerar auroras boreais.
O que é uma erupção solar
As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observado.
Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.
O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.
Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3...) – é a mais severa
- Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
- Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
- Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
- Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
- Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências
Lançamento da missão
A missão Artemis II foi lançada às 19h35 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º) rumo à Lua. A espaçonave leva quatro astronautas de volta à órbita lunar após mais de 50 anos. O lançamento do foguete SLS (Space Launch System) ocorreu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos.
Com duração estimada de dez dias, a Artemis II seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantirá o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas. É possível rastrear a nave em tempo real aqui.


