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    Fundador da Netflix, Reed Hastings deixa cargo de co-CEO da plataforma

    Hastings ficará como presidente executivo e será substituído pelos colegas Ted Sarandos e Greg Peters

    Reed Hastings, fundador da Netflix
    Reed Hastings, fundador da Netflix re:publica/Gregor Fischer/Wikipedia

    Clare Duffyda CNN

    em Nova York

    A Netflix anunciou nesta quinta-feira (19) que seu fundador, Reed Hastings, está deixando o cargo de co-CEO da empresa e atuará como presidente executivo. Hastings será substituído pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters.

    “Nosso conselho discute o planejamento de sucessão há muitos anos (até os fundadores precisam evoluir!)”, escreveu Hastings em um post de blog na quinta-feira.

    “Como parte desse processo, promovemos Ted a co-CEO ao meu lado em julho de 2020 e Greg a COO [executivo chefe de operações, na sigla em inglês] – e, nos últimos 2 anos e meio, deleguei cada vez mais a gestão da Netflix a eles.”

    Hastings fundou a Netflix em 1997 e mudou a maneira como inúmeras famílias assistiam a filmes e programas, primeiro com seu negócio de DVD por correio e depois com seu serviço de streaming de vídeo.

    Sob a liderança de Hastings, a Netflix abalou tradicionais locadoras de filmes como a Blockbuster e ajudou a sacudir Hollywood ao iniciar uma corrida armamentista investindo em conteúdo original.

    A companhia também sobreviveu a uma decisão notavelmente desastrada em 2011, quando planejou brevemente separar seu serviço de streaming de seu negócio de DVD, que passaria a chamado de Qwikster.

    No ano passado, no entanto, a Netflix viu suas ações e sua reputação serem atingidas depois de perder assinantes em meio a uma concorrência acirrada com os serviços de streaming rivais.

    Em resposta, a Netflix introduziu, pela primeira vez em sua história, uma opção de assinatura mais barata e com anúncios.

    Essas mudanças podem estar rendendo frutos. Em seu balanço, nesta quinta-feira, a plataforma disse que ganhou 7,6 milhões de novas assinantes durante nos últimos três meses do ano passado, bem mais do que as 4,5 milhões de adições que projetava, para um total de mais de 230 milhões de assinantes pagantes em todo o mundo.

    A empresa disse que os resultados do trimestre indicam que seu crescimento está se acelerando, em parte graças às populares séries originais “Wandinha” e “Harry & Meghan”.

    Ela também informou as assinaturas com anúncios, lançadas em novembro, estão ganhando força.

    “Ainda é cedo para anúncios e temos muito o que fazer”, escreveu a empresa em uma carta aos acionistas.

    Mas afirmou que o engajamento está melhor do que o esperado e que acredita “que o preço mais baixo está impulsionando o crescimento incremental no número de membros”.

    A Netflix também disse que planeja “começar a lançar o compartilhamento pago de forma mais ampla” no final deste trimestre, como parte de seu esforço para reprimir as pessoas que compartilham senhas em vez de pagar por suas próprias contas.

    A empresa registrou receita no trimestre encerrado em dezembro de mais de US$ 7,8 bilhões, alta de apenas 1,9% em relação ao ano anterior, mas em linha com as expectativas dos analistas de Wall Street.

    Para o trimestre atual, a Netflix prevê um crescimento de receita de 4%, impulsionado em parte por um aumento modesto nas adições líquidas de assinaturas pagas, uma reversão da ligeira queda nas assinaturas durante o primeiro trimestre do ano passado.

    As ações da Netflix subiram cerca de 6% nas negociações após o fechamento do mercado, após a divulgação dos resultados.

    “A renúncia de Reed Hastings de seu cargo atual levanta muitas questões sobre a estratégia futura da Netflix”, disse Jamie Lumbley, analista da empresa de investimentos Third Bridge, em comunicado.

    “Embora os números de crescimento de assinantes sejam encorajadores, o aumento da receita é lento com o pano de fundo de uma possível recessão pairando na mente de todos”.

    Embora a saída de Hastings do cargo de CEO represente o fim de uma espécie de era, a Netflix disse que a mudança de liderança “torna formal externamente como temos operado internamente”.

    E Hastings acrescentou em seu blog que Sarandos e Peters têm “habilidades complementares, profundo conhecimento de entretenimento e de tecnologia e experiência comprovada na Netflix”.

    Sarandos lidera as operações de conteúdo da Netflix desde 2000 e foi pioneiro na transição da empresa para a produção de conteúdos originais em 2013.

    No processo, ele emergiu não apenas como um líder importante na Netflix, mas também como um nome poderoso em Hollywood.

    Peters trabalhava como COO e diretor de produtos da Netflix até a promoção desta quinta-feira.

    Antes, ele atuou como diretor de desenvolvimento internacional da gigante do streaming, ajudando a expandir a distribuição da empresa pelo mundo.

    “Desde que Reed começou a delegar a gestão para nós, Greg e eu construímos um forte modelo operacional baseado em nossos valores compartilhados e na abordagem de crescimento semelhante que temos”, disse Sarandos em um comunicado.

    “Estou muito animado para começar este novo capítulo com Greg como co-CEO.”

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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