Ibovespa se descola do exterior e fecha em alta; dólar sobe para R$ 5,60
O movimento acontece, apesar de fatores de saúde pública e dados econômicos seguirem preocupando os investidores

O pregão desta quarta-feira (14) ficou marcado pelo descolamento das bolsas nos Estados Unidos, que costumam guiar os investidores brasileiros.
A bússola desta sessão, no entanto, foi o vencimento de opções do Ibovespa e do índice futuro. Com isso, o índice acionário subiu 0,84% para 99.334,43 pontos, se aproximando dos 100 mil pontos novamente.
Destaque para as ações da JBS (JBSS3), que dispararam 9,2% nesta quarta-feira. A Pilgrim's Pride Corporation, sua subsidiária nos Estados Unidos, celebrou um acordo com a justiça dos Estados Unidos e vai pagar uma multa de US$ 110 milhões aplicada por causa de atos anticompetitivos da empresa.
Já os papéis do Magazine Luiza (MGLU3) tiveram o pior desempenho do pregão, com queda de 1,58%. Isso depois de ser destaque da sessão anterior, liderando, ao lado da B2W (BTOW), os ganhos do Ibovespa na terça. Este é o primeiro dia em que os papéis da varejista passam a ser negociados com desdobramento.
O dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, ganhando força na parte da tarde, conforme o mercado buscou a segurança da divisa dos Estados Unidos num pregão em que predominou cautela sobre os rumos da pandemia global de coronavírus.
O dólar à vista subiu 0,40%, a R$ 5,6033 na venda, perto da máxima do dia, de R$ 5,6059 (+0,44%). Na mínima, a cotação caiu 0,80%, para R$ 5,5364.
Na Europa, cresce o temor em relação a uma segunda onda de infecções do novo coronavírus. Já nos EUA, que também sofrem com novos casos, a expectativa gira em torno de um novo pacote de estímulos para alavancar a economia.
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Internamente, o rumo da política fiscal brasileira é o centro das atenções dos investidores que temem uma escalada dos gastos públicos.
Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, "o clima internacional trabalhava de forma mista, com sinais de recuperação econômica da China sendo compensados por temores em relação à disseminação da Covid-19 na Europa, bem como por incertezas em relação a um acordo comercial do Brexit".
Lá fora
As bolsas americanas inverteram o movimento de alta para queda nesta quarta-feira, depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse que ainda não chegou a um acordo sobre o novo pacote de ajuda financeira.
O Dow Jones caiu 0,58%, o S&P 500 teve queda de 0,68% e o Nasdaq recuou 0,81%.
As ações europeias fecharam em leve baixa nesta quarta-feira, ampliando queda do dia anterior, com o aumento de casos de coronavírus no continente alimentando temores de mais lockdowns abrangentes e incertezas sobre o acordo do Brexit também azedando o humor.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,16%, a 1.434 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,09%, a 371 pontos.
Por sua vez, os índices da China fecharam o dia em queda, com as imobiliárias entre as maiores perdedoras devido à crescente pressão para que levantem dinheiro sob os novos limites de dívida do governo. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,66%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,56%.
(Com Reuters)
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