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À CNN, startup vê potencial para ser maior plataforma de empresas nos EUA

Em entrevista ao apresentador do CNN Money, Rafael Furlanetti, Pedro Franceschi aponta que combinação do balanço, marca e distribuição do banco norte-americano Capital One com tecnologia da Brex criará grande plataforma financeira

Da CNN Brasil
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A aquisição da Brex pela Capital One por US$ 5,15 bilhões representa um marco importante para a startup fundada pelos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras.

Em entrevista exclusiva ao apresentador do CNN Money, Rafael Furlanetti, Franceschi compartilhou detalhes sobre a transação e as perspectivas futuras da empresa dentro do conglomerado financeiro americano.

Franceschi destacou sua admiração pelo Capital One, sexto maior banco dos Estados Unidos avaliado em US$ 150 bilhões na bolsa.

"A gente sempre teve uma admiração muito grande pelo Capital One", afirmou. Segundo ele, o banco americano foi pioneiro no conceito que hoje conhecemos como fintech, tendo criado na década de 90 o primeiro cartão de crédito com análise baseada em data science e machine learning.

Um dos pontos destacados pelo empreendedor foi o compromisso do Capital One com tecnologia, muito diferente de instituições financeiras tradicionais. Segundo ele, o banco investe anualmente US$ 6 bilhões em marketing e outros US$ 6 bilhões em engenharia e produtos, recursos que agora estarão à disposição da plataforma construída pela Brex.

"Quando você coloca isso em cima da plataforma que a gente construiu, você cria uma trajetória que a gente vai virar, muito provavelmente, a maior plataforma financeira para empresas americanas", projetou Franceschi

O executivo também valorizou o fato de o Capital One ainda ser liderado por seu fundador, Rich Fairbank, após 30 anos, demonstrando uma visão de futuro diferente dos bancos tradicionais.

Combinação de forças para crescimento exponencial

O fundador da Brex explicou que a combinação entre as empresas cria uma sinergia única: "Quando a gente pega a escala do Capital One, que tem centenas de milhões de clientes e milhões de empresas como clientes, e a gente combina o balanço, a marca, a distribuição com a tecnologia e o produto que a gente tem, era uma combinação muito única".

Franceschi ressaltou que essa união permitirá alcançar um nível de escala e distribuição muito superior ao que conseguiriam como empresa independente.

"A gente sempre teve essa convicção muito grande no valor do nosso produto", afirmou, explicando que a integração de software inteligente com serviços financeiros tradicionais transforma fundamentalmente como as empresas operam.

Chegada aos EUA

Pedro Franceschi revelou detalhes sobre sua jornada empreendedora e o crescimento exponencial da empresa de serviços financeiros nos Estados Unidos. Ele explicou como a paixão por construir negócios o levou a criar uma das mais promissoras startups financeiras do Vale do Silício.

Nascido com o que ele chama de "vontade de construir coisas", Franceschi começou programando ainda jovem no Brasil e, após vender sua primeira empresa, decidiu seguir o sonho de criar um negócio de escala global.

"A gente sempre teve essa visão de montar um negócio numa escala global, de lugar onde as empresas globais são construídas, que é aqui no Vale do Silício", explicou.

Utilizando a faculdade como porta de entrada para os Estados Unidos, ele e seu sócio ingressaram em Stanford, onde passaram menos de um ano antes de se dedicarem integralmente ao empreendedorismo.

Ao chegar no país, Franceschi se surpreendeu ao perceber que muitas startups norte-americanas, mesmo após captarem investimentos significativos, enfrentavam dificuldades para obter cartões de crédito corporativos.

"Essas empresas tinham dinheiro no banco, elas levantavam um rodado de investimento, e os bancos falavam, você não tem um histórico de receita", relatou o empreendedor, que identificou nessa lacuna uma oportunidade de negócio.

A solução veio com a criação de um sistema de análise de crédito diferenciado, baseado no capital disponível nas contas bancárias das startups. "Vamos usar essa informação para fazer uma análise de crédito diferenciada para essas empresas", explicou sobre o raciocínio que levou à criação do primeiro produto da Brex.

O diferencial da empresa foi construir toda a infraestrutura financeira do zero, diretamente integrada com a Mastercard, desenvolvendo internamente desde a emissão de cartões até os sistemas de controle de fraude e gestão de despesas.

Expansão e conquista de grandes clientes

O que começou como uma solução para startups rapidamente se expandiu para outros segmentos.

"Hoje a gente tem um leque de clientes bem grande. A gente serve uma cada três startups de tecnologia aqui nos Estados Unidos e também mais de 300 empresas públicas listadas na bolsa americana", destacou Franceschi, mencionando clientes de peso como Zoom, DoorDash, Coinbase e Palantir.

Parte do sucesso da Brex pode ser atribuída à estratégia agressiva de marketing adotada nos primeiros dias da empresa.

Ao perceber que cerca de 40% do seu mercado-alvo estava concentrado num raio de 10 milhas em São Francisco, a empresa investiu aproximadamente 300 mil dólares para comprar todos os outdoors disponíveis na região.

"A gente foi de não ser conhecido para ser um nome que as pessoas tinham alguma noção", comentou sobre a eficácia da estratégia.

Franceschi atribui grande parte do êxito da Brex ao foco inicial muito específico em atender apenas startups de tecnologia.

"Ter esse foco muito rigoroso em só atender um tipo de cliente ajudou o marketing a se impulsionar de forma muito mais forte", concluiu.

Atualmente, a Brex detém menos de 1% do mercado americano, o que, segundo o fundador, indica que ainda há muito espaço para crescimento.

Publicado por João Nakamura

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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