Atletas olímpicos não serão forçados a se vacinar contra Covid-19, diz COI

Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional diz que vacinação não deve ser obrigatória nos Jogos, mas seria "demonstração de soliedariedade"

Jack Tarrant, da Reuters
17 de novembro de 2020 às 10:57

A pandemia mudou as expectativas para as Olimpíadas de Tóquio

Foto: REUTERS/Issei Kato

O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, disse nesta terça-feira (17) que os atletas olímpicos não seriam forçados a se vacinar contra a Covid-19 antes das Olimpíadas de Tóquio de 2021, mas disse que eles deveriam, como uma "demonstração de solidariedade" aos japoneses.

Bach visitou a Vila dos Atletas hoje antes de concluir sua viagem a Tóquio, e também o Estádio Nacional.

“Vamos incentivar os atletas para que, se possível, eles tomem a vacina. É melhor para a saúde deles, e também é uma demonstração de solidariedade com os colegas atletas e também com o povo japonês”, disse o presidente.

A viagem de Bach, sua primeira ao Japão desde a decisão de adiar os Jogos em março, foi movimentada e ele falou sobre o grande impacto que uma vacina poderia ter na capacidade de Tóquio de sediar as Olimpíadas no ano que vem.

Espera-se que mais de 11.000 atletas estejam na cidade para as Olimpíadas, que devem começar em 23 de julho, com outros milhares vindo para as Paraolimpíadas logo em seguida.

No entanto, quando questionado se os atletas iriam "furar a fila" para receber alguma vacina em potencial antes dos Jogos, Bach disse que não seria o caso.

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"Deixamos claro desde o início que as primeiras prioridades são para enfermeiras, médicos e todos que mantêm nossa sociedade viva", disse Bach a repórteres no Estádio Nacional. “Essas são as pessoas que merecem ser as primeiras a serem vacinadas”.

Os organizadores de Tokyo 2020 estão realizando uma reunião de revisão do projeto esta semana e esperam decidir sobre uma série de medidas de combate à Covid-19, incluindo se espectadores serão permitidos nos locais no próximo ano.

Um pequeno grupo de manifestantes anti-olimpíadas se reuniu fora do estádio durante a visita de Bach, e seus slogans entoados podiam ser ouvidos enquanto ele caminhava sozinho pela pista de corrida e olhava para os assentos vazios ao seu redor.