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    Biden assina ordem executiva com sanções financeiras contra regiões separatistas da Ucrânia

    Proibições incluem investimentos, comércio, financiamento e entrada de pessoas; ato vem após Vladimir Putin reconhecer a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk da Ucrânia

    U.S. President Biden speaks about situation in Russia and Ukraine, in Washington
    U.S. President Biden speaks about situation in Russia and Ukraine, in Washington U.S. President Joe Biden speaks about the situation in Russia and Ukraine from the White House in Washington, U.S., February 15, 2022. REUTERS/Kevin Lamarque

    Mariana CatacciTiago TortellaVinícius Tadeuda CNN

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    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou uma ordem executiva que impõe sanções financeiras às regiões separatistas da Ucrânia nesta segunda-feira (21). Isso acontece após Vladimir Putin, presidente da Rússia, reconhecer a independência das regiões de Donetsk e Luhansk na Ucrânia.

    São justamente essas duas áreas que são afetadas pelas sanções anunciadas pela Casa Branca. Com a ordem assinada por Biden, fica estabelecida a proibição do comércio, financiamento e o investimento entre indivíduos americanos e as duas regiões separatistas do leste ucraniano.

    Fica proibido qualquer “novo investimento” feito por um cidadão americano, independente de qual região do mundo ele estiver, às áreas reconhecidas como independentes por Putin.

    Sendo assim, nenhum americano poderá fazer qualquer aprovação, financiamento ou facilitação de transações para uma pessoa estrangeira que está nas duas regiões separatistas.

    Donetsk e Luhanks também não poderão importar, direta ou indiretamente, quaisquer bens, serviços ou tecnologia para os Estados Unidos. A exportação, reexportação, venda ou fornecimento também ficam proibidas.

    A ordem assinada por Biden ainda traz restrições à entrada de imigrantes ou não imigrantes que tenham como destino de origem as áreas de Donetsk e Luhansk. Agora, a entrada de pessoas dessas duas regiões nos EUA está suspensa. A exceção é para casos em que o Secretário de Estado ou o Secretário de Segurança Interna determinar que a entrada da pessoa não seria contrária aos interesses dos Estados Unidos.

    No documento, o presidente americano diz que as sanções foram impostas porque o reconhecimento das chamadas República Popular de Donetsk e República Popular de Luhansk “ameaça ainda mais a paz, a estabilidade, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e, portanto, constitui uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”.

    O anúncio da imposição de sanções pelos EUA foi feito logo após Putin ter reconhecido a independência das áreas separatistas. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que os EUA continuam “a consultar de perto os Aliados e parceiros, incluindo a Ucrânia, sobre os próximos passos e sobre a escalada contínua da Rússia ao longo da fronteira com a Ucrânia”.

    Expectativa de mais sanções

    O reconhecimento da independência das duas regiões separatistas por Putin causou reações em diversos países ocidentais, que fizeram coro ao discurso de impor sanções às áreas ucranianas ou até mesmo à Rússia.

    Logo após a assinatura do documento que reconhece a independência das autoproclamadas Repúblicas de Luhansk e Donetsk, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que será necessário “aplicar o máximo de pressão contra a Rússia“.

    A ministra das Relações Exteriores britânica, Liz Truss, disse que sanções serão anunciadas nesta terça-feira (22), algo que, segundo ela, foi acordado com Josep Borrell, representante de Relações Exteriores da União Europeia.

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o ato é “uma violação flagrante do direito internacional, da integridade territorial da Ucrânia e dos acordos de Minsk” e que o bloco e seus parceiros vão “reagir com firmeza, união e determinação em solidariedade à Ucrânia”.

    O primeiro-ministro da Polônia pediu que sejam aplicadas sanções contra a Rússia e a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que vão “reagir a essa violação do direito internacional e coordenaremos com nossos parceiros”.

    *Com informações de Costas Pitas, da Reuters

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