Biden encerrará primeira cúpula do G7 em audiência com a Rainha Elizabeth II

Encontro será privado entre a monarca, o presidente e primeira-dama norte-americanos no Castelo de Windsor, na Inglaterra

Rainha Elizabeth e Joe Biden
Rainha Elizabeth e Joe Biden Foto: Reprodução

Kevin Liptak, da CNN, na Inglaterra

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Quando Joe Biden se preparava para sua primeira audiência com a Rainha Elizabeth II do Reino Unido como um jovem senador, sua mãe – uma americana de ascendência irlandesa, nascida com o sobrenome Finnegan, lhe deu um conselho.

“Não se curve diante dela”, disse ela em 1982, de acordo com um livro de memórias publicado há vários anos por Biden.

Pouco se sabe sobre a reunião em si, ou como Biden, de 40 ou 41 anos, reagiu à monarca britânica, que àquela altura já tinha 30 anos de reinado.

Agora, ele está se preparando para encontrá-la novamente. No domingo, Biden se torna o 12º presidente a encontrar a Rainha durante seu reinado, juntando-se a um legado de líderes americanos prestando homenagem a um ícone global e um pedaço vivo da história.

Ele e a primeira-dama Jill Biden têm uma audiência formal marcada com ela no Castelo de Windsor, sua casa fora de Londres.

É seu primeiro contato pessoal com um líder mundial desde o início da pandemia do coronavírus. E está entre seus primeiros compromissos públicos desde que seu marido, o príncipe Philip, morreu aos 99 anos no início deste ano.

A reunião ocorrerá após o fim da primeira cúpula do G7 de Biden, realizada na costa sudoeste da Inglaterra. Biden fez sua primeira viagem internacional com o objetivo de reviver as alianças americanas com as democracias mais ricas do mundo.

Depois de se encontrar com a rainha, ele seguirá para Bruxelas, onde passará dois dias se reunindo com mais aliados dos Estados Unidos na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e da União Europeia, antes de seguir para Genebra, na Suíça, para se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin.

Seu primeiro encontro com a monarca britânica nesta semana aconteceu na noite de sexta-feira (11), quando ela se juntou a líderes mundiais em uma recepção realizada em um jardim botânico na Cornualha. Depois de posar para uma foto, ela deu um leve golpe na camaradagem encenada.

“Você deveria estar parecendo estar se divertindo?” ela disse.

Mais tarde, ela foi fotografada em uma conversa amigável com Biden e sua esposa do lado de fora das cúpulas futuristas, com seu filho, o Príncipe Charles e sua esposa Camilla segurando bebidas ao fundo.

A ocasião de domingo será mais pessoal, com apenas Biden e sua esposa encontrando a Rainha em sua casa.

Para Biden, o momento o coloca dentro de uma longa lista de antecessores que também vieram visitar uma das mulheres mais famosas do mundo. Um estudante de história que consumiu biografias de ex-presidentes, o momento fornece uma ligação viva com o cargo que ocupa agora.

A Rainha também ajuda a promover os esforços de Biden para injetar urgência de tempo de guerra nas cúpulas do G7 e da Otan desta semana, incluindo a renovação da Carta do Atlântico assinada pelo presidente dos EUA Franklin Delano Roosevelt e pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial. A Rainha interveio nas ações do Exército na guerra.

Os presidentes americanos costumam ficar encantados com a rainha depois de conhecê-la.

“A Rainha tem sido uma fonte de inspiração para mim, como tantas pessoas ao redor do mundo”, disse o presidente Barack Obama durante uma visita a Londres em 2016, quando o príncipe Philip o levou em um Range Rover do Marine One às portas de Castelo de Windsor. “Ela é realmente uma das minhas pessoas preferidas.”

O presidente Donald Trump também tinha uma afeição especial pela rainha Elizabeth, depois de ter visto sua própria mãe – nascida nas Hébridas Exteriores da Escócia – extasiada ao ver sua coroação na televisão.

Ao contrário de Trump ou Obama, Biden não é um anglófilo. Ele é um orgulhoso irlandês-americano que (às vezes de brincadeira) fez referências ao longo domínio britânico sobre a ilha de seus ancestrais.

Esta semana, confrontei o primeiro-ministro Boris Johnsonsobre questões relacionadas à Irlanda do Norte, preocupado com o fato de a saída do Reino Unido da União Europeia estar colocando em risco a paz conquistada com tanto esforço naquele país.

E uma das primeiras coisas que ele fez ao desembarcar no Reino Unido na quarta-feira (9) foi citar William Butler Yeats, o mais famoso poeta irlandês do século 20, de seu poema sobre o levante de Páscoa de 1916 contra o domínio britânico. Ele também citou a Declaração de Independência Americana.

Deixando a lealdade irlandesa de lado, Biden dificilmente expressará suas queixas quando se sentar com a monarca britânica na tarde de domingo.

“Joe e eu estamos ansiosos para conhecer a Rainha. Essa é uma parte emocionante da visita para nós”, disse Jill Biden a repórteres esta semana. “Esperamos por isso durante semanas e agora estamos finalmente aqui. É um lindo começo.”

Este texto é uma tradução; para ler o original em inglês, clique aqui.

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