Eleição tem cédulas falsificadas de “Sergio Masa” e número de Milei com “9” no lugar do “1”

Ambos os casos podem gerar a anulação do voto; eleição é considerada uma das mais acirradas dos últimos anos na Argentina

Fernando Nakagawa, da CNN, em Buenos Aires
Compartilhar matéria

As denúncias relacionadas às cédulas de votação no segundo turno na Argentina têm, principalmente, a falsificação dos papéis usados para a votação. A CNN teve acesso a algumas das imagens capturadas pelas duas campanhas eleitorais e que mostram casos em que há problemas nas chamadas “boletas”.

Na coligação “Unidos pela Pátria”, há casos de cédulas que foram impressas com erros na grafia do nome do candidato à presidência. Nelas, estão grafados os nomes de “Sergio Masa” e “Agustín Rosi” -- ambos sobrenomes com a grafia errada, com um “S” a menos no sobrenome, no lugar de “Sergio Massa” e “Agustín Rossi”.

A votação com essa cédula pode, em tese, anular o voto.

Também há registro de boletas rasgadas no número da coligação, que fica no canto superior esquerdo. Ou, ainda, cédulas cortadas com a retirada da parte superior do papel, onde fica a data da votação. Em ambas situações, o voto também poderia ser anulado.

Na coligação “A Liberdade Avança”, também foram registrados casos de falsificação. A cédula original tem a inscrição “Lista 135” no canto superior esquerdo. O número se refere à coligação na disputa eleitoral. Algumas cédulas falsas encontradas foram rasuradas com a inscrição do número “935”.

Mais uma vez, a rasura pode invalidar o voto.

No primeiro turno, a campanha de Milei também teve registro de cédulas de votação com a grafia errada dos nomes dos candidatos.